domingo, 26 de janeiro de 2014

Maratonas Literárias: Viagens (In)Esperadas (1)

Às 00h00 do dia 27 de janeiro terá início mais uma maratona literária promovida pelas meninas dos blogs Sonhar de Olhos Abertos e Por Detrás das Palavras. A maratona terminará às 23h59 do dia 31 de janeiro e desta vez o objetivo é ler livros de autores que não conhecemos e apenas as páginas desses livros serão contabilizadas.



Para mim esta é uma oportunidade excelente para ler alguns dos livros que tenho na minha estante e que foram escritos por autores cujo trabalho desconheço. Tendo em conta que temos 5 dias de maratona, vou apenas apontar 2 livros e são eles Os Mágicos de Lev Grossman e El Ruido de las Cosas al Caer de Juan Gabriel Vásquez. Desta forma estarei também a contribuir para alguns dos desafios literários a que aderi este ano :)



E vocês também vão participar?

Até ao próximo post e boas leituras :)

A Rapariga Que Sonhava Com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo de Stieg Larsson

Sinopse

Depois de uma longa estada no estrangeiro, Lisbeth Salander regressa à Suécia e instala-se luxuosamente numa zona nobre da cidade. Mikael Blomkvist, que tentara contactá-la durante meses, sem sucesso, desiste e concentra-se no trabalho. À Millennium chega material para uma notícia explosiva: o jornalista Dag Svensson e a sua companheira Mia Johansson entregam na editora dois documentos que provam o envolvimento de personalidades importantes numa rede de tráfico de mulheres para exploração sexual. Quando Dag e Mia são brutalmente assassinados, todos os indícios recolhidos no local do crime apontam um suspeito: Lisbeth Salander, e a polícia move-lhe uma implacável perseguição. Lisbeth Salander, que está disposta a romper de vez com o passado e a punir aqueles que a prejudicaram, tem agora de provar a sua inocência e só uma pessoa parece disposta a ajudá-la: Mikael Blomkvist que, apesar de todas as evidências, se recusa a acreditar na sua culpabilidade.

A Minha Opinião

Foi com um grande entusiasmo que comecei a ler este livro. Depois de ter lido Os Homens que Odeiam as Mulheres fiquei completamente rendida ao estilo de Stieg Larsson e à personagem de Lisbeth Salander e por isso, não havia como não continuar com esta trilogia.

Contrariamente ao que tem sido apontado por muitos como a parte menos interessante do livro, eu gostei do início da história. Não pensava que Lisbeth desse um corte tão radical na sua relação com Mikael mas, verdade seja dita, tendo em conta a sua forma de ser, também não posso dizer que tenha sido totalmente surpreendente. Achei interessante "vê-la" num contexto completamente diferente daquele que tinha sido criado no primeiro volume da trilogia e também à sua adaptação a um novo estilo de vida, que apesar de simples, não deixava de marcar uma evolução. Lisbeth tinha finalmente a possibilidade de viver de forma despreocupada - pelo menos a nível financeiro - e cuidar daqueles que, para si, eram as pessoas mais importantes da sua vida. Aliás, uma das coisas que mais gostei neste livro foi precisamente o facto de ficarmos a conhecer melhor Lisbeth e o seu passado, mas também por acompanharmos mais de perto o seu crescimento.

Apesar de ter gostado bastante a história e da sua progressão, penso que tinha algumas falhas. Sim, uma temática polémica, um enredo algo intrincado mas bastante cativante e surpreendentes reviravoltas até ao último momento são, em teoria, elementos para criar um grande livro. No entanto, não pude deixar de reparar que a história estava algo desequilibrada, fosse pela atenção dedicada a certos aspetos, fosse pelo destaque atribuído às diferentes personagens. Apesar de a investigação policial ter assumido, durante vários capítulos, um grande destaque, rapidamente passou para segundo plano, chegando-se a um ponto em que quase não havia referências a Bublanski e a Modig. Para além disso, também fiquei com a sensação que a história se perdeu um pouco com personagens menos relevantes e que Lisbeth e Mikael - supostamente as personagens principais - ficaram para trás, algo que, na minha opinião, comprometeu o interesse da história em alguns momentos.

Uma última nota deve ser feita em relação aos vilões deste livro. As revelações em relação a Zala foram, sem dúvida, um dos pontos altos! Já o colosso que era Niedermann impressionava pela sua incrível força e resistência mas, muito sinceramente, penso que acabou por contribuir pouco para história. Não posso dizer que fosse essencial para o seu desenvolvimento, apesar de ter proporcionado momentos de algum interesse. Quanto aos restantes membros do restrito grupo que sabia da existência de Zala, mais uma vez, ajudaram para perceber alguns aspectos relevantes para a progressão da história, mas a sua importância acabou também por ser menor do que aquela que inicialmente esperava.

No geral, e apesar de ter gostado bastante do livro, penso que estas pequenas falhas acabaram por comprometer o ritmo da narrativa e evidenciar os altos e baixos da história. No entanto, e tal como disse anteriormente, o desenvolvimento de Lisbeth é fantástico e apesar de a sua interação com Mikael não ser a mesma que a que vimos em Os Homens que Odeiam as Mulheres, gostei bastante da sua troca de mensagens e, especialmente, da determinação dele em provar a inocência da sua amiga.

Classificação: 4 em 5 estrelas.

Boas leituras e até ao próximo post :)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

#Friday Reads (21)

A semana tem sido mais atarefada do que esperava e por isso as minhas leituras ficaram um pouco para trás. Para este fim de semana o plano é acabar A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo de Stieg Larsson. Vou neste momento na página 494 e faltam-me pouco mais de 100 páginas para terminar este segundo volume da trilogia Millenium. 

Até agora posso dizer que, apesar de estar a gostar bastante do livro, há algumas coisas que não me estão a agradar muito, nomeadamente as quebras no ritmo da história e o facto de, por vezes, não parecer muito equilibrado - refiro-me, essencialmente, às diferentes perspetivas e à relevância que é atribuída a cada uma das personagens.

Depois de terminar este livro ainda não sei se pego de imediato no terceiro, ou se leio outra coisa para não ser tudo tão seguido.

Boas leituras e até ao próximo post :)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Death Note de Tsugumi Ohba

Sinopse

Light Yagami is an ace student with great prospects - and he's bored out of his mind. But all that changes when he finds the Death Note, a notebook dropped by a rogue Shinigami death god. Any human whose name is written in the notebook dies, and now Light has vowed to use the power of the Death Note to rid the world of evil. But when criminals begin dropping dead, the authorities send the legendary detective L to track down the killer. With L hot on his heels, will Light lose sight of his noble goal...or his life?

A Minha Opinião

Já anteriormente tinha feito pequenas reviews de alguns dos volumes desta série (poderão lê-las aqui e aqui), mas agora que terminei esta saga, achei que seria preferível juntar todas as minhas impressões num único post.

Esta foi a primeira série de manga que li desde o princípio até ao fim. Já tinha experimentado outras sagas, mas nenhuma me tinha despertado o mesmo interesse que Death Note. 

Desde logo saliento o facto de ter personagens como Light e L, rapazes incrivelmente inteligentes, intrigantes e algo complexos. Em certa medida são muito semelhantes, daí que consigam acompanhar os raciocínios um do outro sem grande dificuldade, mas por outro também acabam por ser totalmente diferentes. Light tem um particular sentido de justiça e a ambição de criar um mundo perfeito, livre de criminosos e de comportamentos indevidos, são influenciam a forma como utiliza os poderes do Death Note. Já L acaba por ser uma personagem marcante pelas suas peculiaridades e pelo seu comportamento invulgar. A dinâmica entre estas duas personagens foi, sem dúvida, um dos elementos de destaque desta série, especialmente pela forma como tentavam antecipar o que outro iria fazer ou reagir.

Também gostei do facto de esta saga ir para além do puro entretenimento e de, na realidade, me ter feito pensar. Penso que é uma história que acaba por suscitar questões interessantes, nomeadamente pelo comportamento de Light, pela forma como ele encara os poderes do Death Note e como tal influencia o seu crescimento enquanto personagem. Creio que essa vertente acabou por contribuir para a complexidade da história e para que se tornasse tão viciante.

Quanto à série no seu todo, penso que os 7 primeiros volumes são, claramente, os melhores, tendo notado um certo declínio na qualidade e no interesse da história nos volumes que se seguiram. Penso que a introdução de novas personagens numa fase tão tardia acabou por não resultar. Não me senti particularmente fascinada por Near ou por Mello - na realidade, achei-os um pouco irritantes - e a criação de um triângulo amoroso entre Light, Amane e Takada pareceu-me um pouco despropositado. Muito sinceramente, acho que a historia recuou um pouco entre os volumes 8-10, parecendo, inclusivamente, que estavamos a voltar à premissa dos primeiros livros da saga. A história parecia já demasiado circular, algo que também se poderia dizer quanto às trocas de ideias entre Near e Light.
No geral, dou a esta saga estrelas. Tal como referi, os últimos volumes acabaram por prejudicar a história, apesar de o final me ter parecido adequado, tendo em conta a forma como as coisas progrediram. Apesar do tema da série não ser particularmente leve, havia alguns momentos com um certo humor e personagens engraçadas, nomedamente Amane e Ryuk. 

Esta é, sem dúdiva, uma saga que recomendo mesmo a quem não é particularmente fã de mangas, porque a história é realmente bastante boa e, no geral, está bem desenvolvida.

Até ao próximo post e boas leituras :)


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

As Minhas Músicas (3)

Hoje trago-vos uma música que não é recente mas que é uma daquelas a que acabo por voltar com alguma regularidade.



É da Janelle Monáe e chama-se Cold War, retirada do seu primeiro álbum The ArchAndroid. Adoro o trabalho desta cantora e este seu álbum é, sem dúvida, um dos meus preferidos. Acho que a criatividade de Janelle Monáe é simplesmente fantástica. Conseguiu criar um álbum que, desde o início, me deu a sensação de que não era simplesmente um CD de música, mas uma verdadeira banda sonora de uma história que apenas poderia ser fantástica. Para meu espanto, e depois de me ter deliciado durante pouco mais de 1 hora com o seu álbum, descobri que, efetivamente, a cantora o tinha criado com base numa história por si inventada (estilo fição científica, muito futurista). Achei que isto demonstrava o grande talento de Monáe, pois conseguiu dar precisamente essa sensação a alguém que não sabe, de antemão, que há uma história por trás de todas aquelas músicas. Para quem não conhece The ArchAndroid aconselho a dar um saltinho pelo Youtube e a explorar um pouco mais este CD.


Até ao próximo post e boas leituras :)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

5 Autores a Conhecer em 2014

Há autores cujas obras me despertam alguma curiosidade já há algum tempo mas que, por uma razão ou por outra, acabam por ser postos de lado. Não é que não tenha vontade de pegar nos seus livros, mas às vezes acabam por se sobrepor outras leituras e esses acabavam por ficar para trás.

Este ano decidi que teria de, pelo menos, de estes 5 autores.

Patrick Ness

Autor que já referi algumas vezes aqui no blog (eu sei, repetitiva!) mas é realmente um autor cuja obra me desperta bastante curiosidade, não pela Chaos Walking Trilogy, mas também por A Monster Calls e, mais recentemente, More Than This.




Neil Gaiman

Um autor cuja obra me tinha passado completamente despercebida até agora mas que, aparentemente, não só tem já bastantes coisas publicadas, como estas são ainda bastante variadas. Para além disso, parece ser um autor bastante elogiado; todas as reviews que leio dos seus livros são bastante positivas.



John Green
 
Autor que parece deslumbrar os mais jovens - especialmente entre os 16 e os 24 anos - e que era uma perfeito desconhecido para mim até há cerca de um ano. Também é um autor bastante elogiado, apesar de algumas obras já terem sido criticadas por apelarem demasiado à lágrima.


Khaled Hosseini
 
Apesar de já há algum tempo ter os livros deste autor na minha wishlist, até agora ainda não tive a oportunidade de os ler. Gostaria de começar por The Kite Runner e depois então - e caso goste do seu estilo - continuar a explorar as suas restantes obras.
 
 


Daphne du Maurier

Este é aquele que até tenho alguma vergonha em admitir. Nunca li nada desta autora apesar de sempre ter tido imensa curiosidade em relação a Rebecca. Por isso, deste ano não poderá passar! Ainda para mais quando toda a gente elogia o estilo da autora e se rende às suas histórias.

  (gosto bastante desta coleção!)

Já leram livros escritos por algum destes autores? O que é que acharam?

Até ao próximo post e boas leituras :) 

domingo, 19 de janeiro de 2014

TAG: Resoluções Literárias para 2014

Maior parte dos bloggers já fez esta TAG no início do mês, mas eu gostei das perguntas e resolvi também deixar aqui as minhas resoluções literárias para 2014.

Podem ver a TAG original aqui e os vídeos da Cata do blog Páginas Encadernadas e da Catarina do blog Little House of Books.

Questões

1 - Um autor que nunca leste e queres ler. Quero muito, mas mesmo muito, ler algo de Patrick Ness.

2 - Um livro que queres muito ler. Hm pergunta díficil, há sempre muitos livros que quero ler. No entanto, penso que aquele que se encontra, neste momento, no topo das prioridades é Knife of Never Letting Go de Patrick Ness.



3 - Um clássico que queres ler. Eu aqui vou ter mesmo que apontar dois: Crime e Castigo de Dostoievski e O Paraíso das Damas de Émile Zola.




4 - Um livro que queres reler. Honestamente, nenhum por agora. Não sou muito dada às releituras ...

5 - Um livro que tens há séculos e que queres finalmente ler. Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas. Já o tenho há uns aninhos e quero mesmo muito muito lê-lo este ano.


6 - Um livro gigante que queres ter coragem para ler. Regra geral livros gigantes não me assustam e por isso não é uma questão de coragem; às vezes é simplesmente uma questão de tempo. Gostava de este ano ler a sequela de O Nome do Vento de Patrick Rothfuss, que em português está dividido em dois volumes de peso.



7 - Um autor que já leste e que queres voltar a ler. Stieg Larsson, não há grandes dúvidas. Quero acabar a trilogia Millenium e perder-me no estilo de Larsson que, em minha opinião, tinha um verdadeiro dom para escrever grandes policiais.

8 - Um livro que te ofereceram no Natal e que queres ler. Apenas recebi dois livros no Natal e foram os dois últimos volumes da trilogia Millenium, incluídos já nos meus planos de leituras para este ano.




9 - Uma série que queres ler do primeiro ao último livro. Gostava de começar (e espero acabar) a série de Percy Jackson and the Olympians de Rick Riordan.



10 - Uma série que começaste e queres terminar. Hm tenhos umas quantas ... Penso que a minha prioridade para este ano será acabar Legend de Marie Lu. Ainda só li o primeiro volume, mas o resto da trilogia já se encontra publicada, por isso é só mesmo uma questão de comprar os livros que me faltam.


11 - Quantos livros queres ler em 2014. O meu objetivo é ler 60 livros.

12 - Mais algum objetivo literário que queiras partilhar. Ao longo deste mês também já tenho feito referência ao desafios literários que espero cumprir este ano. Deixo aqui os links para os desafios 5x5, Mount TBR e autores de A a Z.

Até ao próximo post e boas leituras :)