domingo, 2 de fevereiro de 2014

Balanço Leituras: Janeiro

Findo o primeiro mês de 2014, chega a altura de fazer o balanço das minhas leituras.

Em Janeiro li um total de 12 livros, dois dos quais transitaram de Dezembro.




  • O Despertar da Magia de George R. R. Martin: 4º volume da série e que, em minha opinião, foi um pouco melhor que o 3º. Comecei a ler este livro na última semana de Dezembro mas apenas consegui terminá-lo no início deste mês. Review aqui.
  • The Next America de Don A. Holbrook: livro interessante que propõe uma série de medidas que poderiam auxiliar os EUA na sua recuperação económica após a crise económica de 2008. Algumas das medidas poderiam ser aplicadas a outros estados, ainda que com as devidas adaptações. No entanto, penso que a grande falha deste livro era considerar que os EUA deveria ser um modelo a seguir em tudo, algo que discordo. Também foi um dos livros que iniciei em Dezembro mas que apenas consegui terminar no início de Janeiro.

  • Death Note de Tsugumi Ohba (últimos 6 volumes): uma das minhas resoluções para 2014 era terminar esta saga e por isso reservei uns dias de Janeiro para ler os últimos 6 volumes. Review aqui.

  • The Trail de Terry Dwyer: relato da viagem empreendida pelo autor nos anos 70 cujo objetivo era ir desde a Austrália até à Europa por terra. No geral é um livro com algum interesse mas que está longe de ser brilhante (ou de estar bem escrito).
  • A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo: podem ler a minha review deste livro aqui
  • Os Mágicos de Lev Grossman: sem dúvida a desilusão do mês. Review aqui.
  • Marina de Carlos Ruiz Záfon: livro que li no início do mês. Review aqui.
Relativamente aos desafios literários a que aderi este ano, eis o meu progresso:
  • Desafio 5x5: completei dois objetivos. Terminei a saga Death Note, contribuindo assim para a categoria das sequelas e li Os Mágicos de Lev Grossman, autor que integrava a minha lista de 5 novos autores.
  • Desafio A a Z: para este desafio li quatro livros, sendo eles Marina, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, Os Mágicos e os volumes de Death Note.
  • Mount TBR: li dois livros para este desafio e foram eles Os Mágicos e o segundo volume da trilogia Millenium criada por Stieg Larsson. 
No geral foi um mês bastante positivo e que superou largamente as minhas expetativas, não só pelos livros lidos, como pelos avanços a nível dos desafios literários.

Boas leituras e até ao próximo post :)


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Os Mágicos de Lev Grossman

Sinopse

Quentin Coldwater, um aluno do liceu intelectualmente precoce, foge ao tédio da vida diária lendo e relendo uma série de livros de fantasia passados num país encantado chamado Fillory. Como toda a gente, o jovem parte do princípio de que a magia não é real, até que se vê de repente admitido num colégio de magia muito secreto e muito exclusivo, a norte de Nova Iorque. Ao atravessar uma viela de Brooklyn, no Inverno, Quentin vê-se, em pleno fim de Verão, nos terrenos do idílico Colégio de Pedagogia Mágica de Brakebills e depois de passar por um difícil exame de admissão, inicia um complicado e rigoroso curso de feitiçaria moderna, ao mesmo tempo que descobre as alegrias da vida escolar: amizade, amor, sexo e bebida. Porém, falta-lhe qualquer coisa. Ao mesmo tempo que aprende a lançar feitiços, a transformar-se em animal e a adquirir poderes com que nunca sonhara, Quentin descobre que a magia não lhe dá a felicidade e a aventura com que sonhava.

A Minha Opinião

Pensava, talvez ingenuamente, que enquanto fã de Harry Potter, Os Mágicos seria o livro ideal para mim. As semelhanças estavam lá - rapaz insatisfeito com o mundo real que é aceite para uma escola de magia (é-vos familiar?) - e a inclusão de alguns elementos que tornavam, aparentemente, a história mais adulta, aliciou-me bastante. No entanto, e tal como explicarei ao longo desta review, fiquei desapontada (e um pouco irritada) com este livro.

Começando pelos aspetos positivos. O livro encontra-se dividido em 4 partes e a primeira é, sem dúvida, a melhor. Durante esta fase, Quentin inicia a sua formação mágica em Brakebills e temos a oportunidade de acompanhá-lo nas suas aulas e no seu dia a dia com os seus colegas (algo excêntricos, devo admitir). Foi a parte que mais se aproximou da magia que existia em Harry Potter. Era impossível não associar ao ambiente e ritmo de Hogwarts e o grupo de amigos - Quentin, Alice, Elliot, Janet e Josh - fez-me lembrar, em certos momentos, Harry, Ron e Hermione.

No entanto, mesmo em relação a esta fase da história, tenho de apontar alguns defeitos. No início ainda percebi a permanente insatisfação de Quentin e a sua necessidade de sair da rotina a que a sua vida se encontrava presa. No entanto, em Brakebills, essa atitude mantém-se, mesmo quando exposto a coisas que, na realidade, deveriam tirá-lo desse estado de espírito. No entanto, se este fosse o único problema a registar, eu até teria conseguido apreciar o resto da história. O pior é que também os amigos de Quentin padeciam do mesmo mal, mostrando-se especialmente apologistas do método de afogar as mágoas (acho que nem sequer se deva falar em mágoas, mas enfim) com todo o tipo de álcool a que conseguissem deitar as mãos. A história chegou a um ponto em que se centrava mais no tipo de vinho que estavam a beber do que propriamente nas aulas ou no que estavam a estudar. 

Infelizmente, esta tendência continuou depois na segunda parte. Aqui as personagens já não se limitavam a consumir quantidades desmesuradas de álcool, optando por também experimentar todo o tipo de drogas a que tinham acesso. Resultado: um grupo de adultos irritantes que se comportavam como fedelhos mimados e que achavam que tudo era permitido, dado que essa é que era a verdadeira forma de aproveitar a vida. 

O único sinal de recuperação da história surgiu com a sua ida a Fillory (já na terceira parte do livro). Nesta altura já estava farta das imbecilidades das personagens, mas ainda assim consegui achar alguma piada à sua aventura. No entanto, penso que apesar dos elementos mais fantasiosos, a história não conseguiu prender a minha atenção e ficou longe de me encantar. Para além disso, achei que nesta fase o cruzamento de mundos acabou por ser um pouco confusa em certos momentos e muito pouco apelativa.

Penso, muito sinceramente, que a última parte foi aquela em que deixei de estar tão irritada com Quentin (apesar de ele continuar insatisfeito com a sua vida). Parecia ter amadurecido um pouco e não estar tão preso a infantilidades, tal como tinha acontecido durante praticamente toda a história. 

No geral, este livro foi uma desilusão. Penso que quem pega nesta história pensando que é uma espécie de continuação da magia de Harry Potter, mas agora num contexto mais adulto, ficará igualmente desiludido. É, essencialmente, uma história de pessoas imaturas, que bebem demasiado e que passam maior parte do tempo alcoolizados ou ressacados e que pensam que têm o direito de agir como lhes apetece, simplesmente porque são mágicos e porque não têm que lidar com preocupações mundanas como dinheiro. Para além disso, Quentin é, possivelmente, a personagem mais irritante que alguma vez encontrei num livro, fosse pela sua permanente insatisfação com o mundo, pelas suas crises existenciais ou pelo simples facto de ser um egocêntrico que apenas pensava em sí e que ignorava por completo os sentimentos dos que o rodeavam.

Em suma, um livro que dificilmente recomendo. Dou-lhe 2,5 estrelas pelo simples facto de ter gostado da parte de Brakebills, porque de outra forma daria menos.


Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: desafio 5 e Balanço Final





O 5º e último desafio consistia, muito simplesmente, em falar dos autores que tínhamos descoberto durante esta maratona e falar dos que mais tínhamos gostado.

Uma vez que os meus planos para esta maratona sairam um pouco furados, apenas fiquei a conhecer o trabalho de Lev Grossman e, infelizmente, não fiquei convencida. Estava com algumas expectativas em relação a Os Mágicos e queria mesmo muito gostar da história, mas este livro acabou por se revelar uma verdadeira desilusão. Ainda hoje colocarei a minha review do livro.

Assim sendo, o meu balanço final desta maratona é de 375 páginas. Li apenas um dos livros do meu plano para esta maratona, mas fico satisfeita por ter conseguido acabá-lo.

Boas leituras e até ao próximo post :)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas

Para este desafio temos de apresentar a personagem principal do livro e depois escolher um actor que pudesse interpretá-la num filme.

Quando o livro começa, Quentin está a preparar-se para ir para a Universidade. Quando ele se dirigia a casa de um entrevistador para tentar entrar numa Universidade de prestigio, Quentin recebe um convite para fazer um teste na escola de Brakebills, uma escola de magia. Dado o seu fascínio por uma saga juvenil de fantasia chamada Fillory and Further, o rapaz fica bastante entusiasmado, porque para ele isso significa que a sua vida poderá tornar-se mais interessante. No entanto, Quentin é um insatisfeito crónico, independentemente do que faça, e isso leva-o a algumas crises existenciais, a fastar-se por completo dos seus pais e a ignorar os sentimentos dos que o rodeiam. Acaba por ser um pouco egocêntrico e por colocar as suas necessidade à frente das dos outros, considerando-se sempre um incompreendido. 

Penso que este papel poderia ser interpretado por David Lambert (participou em The Lifegaurd com Kirsten Bell). Não sei exatamente explicar porquê, mas parece-me que ele se enquadraria bem neste papel.





Até ao próximo post e boas leituras :)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 3

Para este desafio, a ideia era mostrar o livro que estamos a ler neste momento e o que utilizamos para marcar as páginas.





O livro é o mesmo desde o início da maratona. Já li mais de metade mas, infelizmente, acabei por ter menos tempo livre durante esta semana e por isso a leitura ficou um pouco atrasada.

Quanto ao separador, comprei-o em Barcelona e é uma representação animada da estátua de Cristóvão Colombo que se encontra no fundo de La Rambla, junto à marina. Neste momento é um dos meus separadores preferidos e tem sido aquele que me tem acompanhado nestes últimos tempos.

Até ao próximo post e boas leituras :)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 2

O segundo desafio da maratona literária Viagens (In)Esperadas consistia em apresentar o autor do que livro que estamos a ler.

Lev Grossman

Nascido em 1969 e filho de dois professores de Inglês, Lev Grossman completou os seus estudos de literatura, mas rapidamente se apercebeu de que a sua verdadeira paixão era escrever.

Publicou Warp em 1997, mas é em 2004 que publica o seu primeiro best-seller, Codex (em português, O Códice Secreto). Em 2009 publica The Magicians (Os Mágicos, livro que estou neste momento a ler) que entrou no top do New York Times e foi considerado como um dos melhores livros de 2009. 

Para além disso, desde 1997 que o autor escreve para algumas publicações de renome, nomeadamente para a revista Time, tendo-se tornadp num crítico bastante respeitado.


Até ao próximo post e boas leituras :)


As Minhas Músicas (4)

Apesar de não ser grande fã de Beyoncé, este novo trabalho desperta-me algum interesse. A cantora parece ter assumido um rumo algo distinto daquele a que nos tinha habituado até agora -o que, na minha opinião, foi uma mudança bem vinda - e, pela primeira vez, fiquei entusiasmada com as suas músicas. Outros ritmos, outro tipo de letras e de mensagens pontuam este novo trabalho e daí destaco XO, uma música que já passa nas rádios e que me tem acompanhado durante as últimas semanas.


Espero que gostem e até ao próximo post :)