segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Conversas de Facebook

Encontrei esta pequena maravilha e decidi partilhá-la aqui convosco


Fonte:Write drunk. Edit sober.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

#Friday Reads (22)

Vou dedicar este fim de semana às leituras conjuntas.

Desde logo, quero avançar Crime e Castigo de Dostoievski que estou a ler com a Catarina do Sonhar de Olhos Abertos. Estou neste momento na página 100 e até agora estou a achar a história muito interessante :)

Para além disso, quero ainda ler mais um terço do livro Cinder de Marissa Meyer, para a leitura conjunta em que estou a participar com outras meninas, nomeadamente com a Cata do blog Páginas Encadernadas. Deixo aqui a sinopse do livro:

Humans and androids crowd the raucous streets of New Beijing. A deadly plague ravages the population. From space, a ruthless lunar people watch, waiting to make their move. No one knows that Earth’s fate hinges on one girl.

Cinder, a gifted mechanic, is a cyborg. She’s a second-class citizen with a mysterious past, reviled by her stepmother and blamed for her stepsister’s illness. But when her life becomes intertwined with the handsome Prince Kai’s, she suddenly finds herself at the center of an intergalactic struggle, and a forbidden attraction. Caught between duty and freedom, loyalty and betrayal, she must uncover secrets about her past in order to protect her world’s future.

Até agora li apenas um terço do livro e apenas posso dizer que conceito me parece interessante e que me está a despertar uma grande curiosidade em relação ao resto da história. 

Boas leituras :)


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TAG: O Livrofone


E mais uma TAG, desta vez traduzida para português pelo José e que me pareceu muito engraçada.
1. Chamada perdida: um livro que não conseguiste acabar de ler.
Intriga em Badgade de Agatha Christie. Único livro da autora que não consegui terminar, apesar das diversas tentativas.

2. Chamada a três: a personagem que mais te fez rir, aquela que mais odeias e aquela que adoras.
Fermín de A Sombra do Vento foi, sem dúvida, a personagem que mais me fez rir. Destesto Bella Swan e Edward Cullen (Twilight) de forma igual, nem sequer dá para escolher entre um deles. Quanto à que adoro, Tyrion Lanister (Guerra dos Tronos)! Uma das melhores personagens de sempre! 

3. Facturas: o preço mais caro que já pagaste por um livro.
Hm penso que andou entre os €22 e os €25 euros. Não indico um livro em particular porque cheguei a comprar mais do que um por esses preços.

4. Interferências: um livro no qual fizeste uma pausa e ao qual voltaste passado algum tempo.
Shining de Stephen King. Fiz uma primeira tentativa quando era mais novinha e na altura não consegui ir para além das 70 páginas. Da segunda vez que lhe peguei, devorei-o e adorei-o!

5. Voice Mail: um livro com frases que estás sempre a dizer.
Hm por acaso não sou muito de citar livros, mas há algumas frases de alguns livros de Agatha Christie que sei e que de vez em quando digo.

6. Toque de chamada: um livro que gostarias de ler e reler várias vezes.
Como penso que aqui a resposta mais comum será Harry Potter, vou responder The Perks of Being a Wallflower. Na verdade, depois de o ter lido da primeira vez, fiquei logo com imensa vontade de relê-lo; o mesmo aconteceu depois de ter visto o filme.

7. Sem rede: um livro que demoraste muito a conseguir.
O Paraíso das Damas de Émile Zola. Queria uma edição em português, mas durante algum tempo não houve nenhuma no mercado.

8. Videochamada: uma personagem que gostavas que existisse.
Hans Hubermann de A Rapariga que Roubava Livros, pelo simples facto de achar que são precisas mais pessoas como ele neste mundo.

9. Smartphone: livro físico ou ebook?
Apesar de ter tablet e de a usar para ler de vez em quando, prefiro o livro físico.

10. Número não disponível: um livro que estás reticente em ler mas que todos já leram.
The Fault in Our Stars de John Green. Apesar de encontrar cada vez mais pessoas que dizem que o livro não é particularmente extraordinário, a maioria das reviews que tenho lido são bastantes positivas e, muito sinceramente, tenho receio de não perceber porque e de achar que simplesmente é sobrevalorizado.
Boas leituras e até ao próximo post :)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

As Minhas Músicas (5)


 Voz fantástica e uma música que não me deixa indiferente. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tag: Livros Opostos

Andava eu a passear alegremente pelos blogs e Youtube quando me deparei com uma TAG que me pareceu engraçada. É a TAG dos Livros Opostos (vídeo original aqui), cujo objetivo é escolher livros da nossa estante que se oponham, de acordo com determinadas categorias. A ideia pareceu-me bastante engraçada e decidi fazê-la aqui no blog.

1 - Primeiro vs Último

 
Indicar o primeiro e o último livro que comprámos com o nosso dinheiro. Foi díficil identificar a minha primeira compra, mas estou segura de que este livro de Agatha Christie foi dos primeiros. Já Cinder, de Marissa Meyer, foi a minha aquisição mais recente.

2 - Barato vs Caro

 
Paguei apenas €1,5 (na verdade, acho que ainda foi menos uns cêntimos porque tive desconto) por Gente Vazia de Brian Keaney, mas, em contrapartida, paguei cerca de €22 por El Juego Del Ángel de Carlos Ruiz Zafón.

3 - Rapaz vs Rapariga


The Maze Runner destaca-se como um dos livros da minha estante em que o protagonista é um rapaz. Já em A Great and a Terrible Beauty, a protagonista é Gemma Doyle, uma adolescente da época vitoriana.

4 - Rápido vs Lento


Não foi por acaso que escolhi dois autores russos para esta categoria. O Jogador foi o primeiro livro de Dostoievski que li e adorei-o. Comecei a lê-lo numa bela tarde de Verão e quando mal dei por mim, estava a umas míseras 20 páginas do final. Resolvi deixá-las para o dia seguinte e por isso demorei apenas 2 dias a lê-lo. Já Doutor Jivago foi uma aventura.Não só não fiquei particularmente fascinada com história, como achei que a narrativa era demasiado arrastada e algo insípida. Não me lembro ao certo quanto tempo demorei a lê-lo, mas penso que foi cerca de 1 mês.

5 - Feio vs Bonito


Duelo de capas. Mais uma vez volto a destacar a capa de O Exorcista como a mais feia da minha coleção. Já a The Hobbit é das minhas preferidas e das mais bonitas da minha estante. Adoro-a e quando a vi este livrinho na FNAC nem pensei duas vezes, tive de trazê-lo comigo!

6 - Nacional vs Estrangeiro 


Apesar de ter outros livros de autores portugueses na minha estante, resolvi destacar O Funeral da Nossa Mãe de Célia Correia Loureiro, por ter sido uma autora que descobri através do Goodreads. Já de autores estrangeiros destaco Stephen King, cuja obra estou ainda a descobrir aos poucos.

7 - Curto vs Longo


Scarlett (sequela de E Tudo o Vento Levou), com as suas 957 páginas, parece um verdadeiro colosso ao lado de La Mécanique du Coeur de Mathias Malzieu, que conta com apenas 177 páginas.

8 - Ficção vs Não Ficção

   
Resolvi juntar estes dois livros pela temática comum, a morte. Heidegger e um Hipopótamo às Portas do Paraíso é um divertido livro de filosofia que aborda este tema de uma maneira bastante interessante, falando das várias teorias filosóficas que se dedicaram a este tema. Crónica de una Muerte Anunciada fascinou-me pela forma como relatou os eventos que culminaram na trágica morte de Santiago Nasar.

9 - Ação vs Romance


Um dos livros de maior ação que tenho na minha estante é, sem dúvida, Battle Royale de Koushun Takami. Gostei bastante deste livro, possivelmente até mais do que The Hunger Games. Já Perfect Chemistry é, possivelmente, dos livros mais lamechas que tenho. Não é dos livros que mais goste mas penso que se encaixa muito bem nesta categoria.

10 - Feliz vs Triste


Finalmente, tínhamos que indicar um livro que nos tivesse deixado feliz e outro que, por alguma razão, tivessemos considerado mais triste. Anna and The French Kiss foi, sem dúvida, um livro que me fez sorrir várias vezes, não só porque tem uma história e personagens fofinhas, mas também porque me parece ser um dos tipícos feel good books. Apesar de A Rapariga que Roubava Livros ser um dos meus livros preferídos e de a sua história ser fantástica, não posso deixar de reconhecer que é também incrivelmente triste e que não pude controlar as lágrimas em certos momentos. No entanto, é um livro excelente e que vale a pena ler!

Espero que tenham gostado :) 

Até ao próximo post e bos leituras :)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Balanço Leituras: Janeiro

Findo o primeiro mês de 2014, chega a altura de fazer o balanço das minhas leituras.

Em Janeiro li um total de 12 livros, dois dos quais transitaram de Dezembro.




  • O Despertar da Magia de George R. R. Martin: 4º volume da série e que, em minha opinião, foi um pouco melhor que o 3º. Comecei a ler este livro na última semana de Dezembro mas apenas consegui terminá-lo no início deste mês. Review aqui.
  • The Next America de Don A. Holbrook: livro interessante que propõe uma série de medidas que poderiam auxiliar os EUA na sua recuperação económica após a crise económica de 2008. Algumas das medidas poderiam ser aplicadas a outros estados, ainda que com as devidas adaptações. No entanto, penso que a grande falha deste livro era considerar que os EUA deveria ser um modelo a seguir em tudo, algo que discordo. Também foi um dos livros que iniciei em Dezembro mas que apenas consegui terminar no início de Janeiro.

  • Death Note de Tsugumi Ohba (últimos 6 volumes): uma das minhas resoluções para 2014 era terminar esta saga e por isso reservei uns dias de Janeiro para ler os últimos 6 volumes. Review aqui.

  • The Trail de Terry Dwyer: relato da viagem empreendida pelo autor nos anos 70 cujo objetivo era ir desde a Austrália até à Europa por terra. No geral é um livro com algum interesse mas que está longe de ser brilhante (ou de estar bem escrito).
  • A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo: podem ler a minha review deste livro aqui
  • Os Mágicos de Lev Grossman: sem dúvida a desilusão do mês. Review aqui.
  • Marina de Carlos Ruiz Záfon: livro que li no início do mês. Review aqui.
Relativamente aos desafios literários a que aderi este ano, eis o meu progresso:
  • Desafio 5x5: completei dois objetivos. Terminei a saga Death Note, contribuindo assim para a categoria das sequelas e li Os Mágicos de Lev Grossman, autor que integrava a minha lista de 5 novos autores.
  • Desafio A a Z: para este desafio li quatro livros, sendo eles Marina, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, Os Mágicos e os volumes de Death Note.
  • Mount TBR: li dois livros para este desafio e foram eles Os Mágicos e o segundo volume da trilogia Millenium criada por Stieg Larsson. 
No geral foi um mês bastante positivo e que superou largamente as minhas expetativas, não só pelos livros lidos, como pelos avanços a nível dos desafios literários.

Boas leituras e até ao próximo post :)


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Os Mágicos de Lev Grossman

Sinopse

Quentin Coldwater, um aluno do liceu intelectualmente precoce, foge ao tédio da vida diária lendo e relendo uma série de livros de fantasia passados num país encantado chamado Fillory. Como toda a gente, o jovem parte do princípio de que a magia não é real, até que se vê de repente admitido num colégio de magia muito secreto e muito exclusivo, a norte de Nova Iorque. Ao atravessar uma viela de Brooklyn, no Inverno, Quentin vê-se, em pleno fim de Verão, nos terrenos do idílico Colégio de Pedagogia Mágica de Brakebills e depois de passar por um difícil exame de admissão, inicia um complicado e rigoroso curso de feitiçaria moderna, ao mesmo tempo que descobre as alegrias da vida escolar: amizade, amor, sexo e bebida. Porém, falta-lhe qualquer coisa. Ao mesmo tempo que aprende a lançar feitiços, a transformar-se em animal e a adquirir poderes com que nunca sonhara, Quentin descobre que a magia não lhe dá a felicidade e a aventura com que sonhava.

A Minha Opinião

Pensava, talvez ingenuamente, que enquanto fã de Harry Potter, Os Mágicos seria o livro ideal para mim. As semelhanças estavam lá - rapaz insatisfeito com o mundo real que é aceite para uma escola de magia (é-vos familiar?) - e a inclusão de alguns elementos que tornavam, aparentemente, a história mais adulta, aliciou-me bastante. No entanto, e tal como explicarei ao longo desta review, fiquei desapontada (e um pouco irritada) com este livro.

Começando pelos aspetos positivos. O livro encontra-se dividido em 4 partes e a primeira é, sem dúvida, a melhor. Durante esta fase, Quentin inicia a sua formação mágica em Brakebills e temos a oportunidade de acompanhá-lo nas suas aulas e no seu dia a dia com os seus colegas (algo excêntricos, devo admitir). Foi a parte que mais se aproximou da magia que existia em Harry Potter. Era impossível não associar ao ambiente e ritmo de Hogwarts e o grupo de amigos - Quentin, Alice, Elliot, Janet e Josh - fez-me lembrar, em certos momentos, Harry, Ron e Hermione.

No entanto, mesmo em relação a esta fase da história, tenho de apontar alguns defeitos. No início ainda percebi a permanente insatisfação de Quentin e a sua necessidade de sair da rotina a que a sua vida se encontrava presa. No entanto, em Brakebills, essa atitude mantém-se, mesmo quando exposto a coisas que, na realidade, deveriam tirá-lo desse estado de espírito. No entanto, se este fosse o único problema a registar, eu até teria conseguido apreciar o resto da história. O pior é que também os amigos de Quentin padeciam do mesmo mal, mostrando-se especialmente apologistas do método de afogar as mágoas (acho que nem sequer se deva falar em mágoas, mas enfim) com todo o tipo de álcool a que conseguissem deitar as mãos. A história chegou a um ponto em que se centrava mais no tipo de vinho que estavam a beber do que propriamente nas aulas ou no que estavam a estudar. 

Infelizmente, esta tendência continuou depois na segunda parte. Aqui as personagens já não se limitavam a consumir quantidades desmesuradas de álcool, optando por também experimentar todo o tipo de drogas a que tinham acesso. Resultado: um grupo de adultos irritantes que se comportavam como fedelhos mimados e que achavam que tudo era permitido, dado que essa é que era a verdadeira forma de aproveitar a vida. 

O único sinal de recuperação da história surgiu com a sua ida a Fillory (já na terceira parte do livro). Nesta altura já estava farta das imbecilidades das personagens, mas ainda assim consegui achar alguma piada à sua aventura. No entanto, penso que apesar dos elementos mais fantasiosos, a história não conseguiu prender a minha atenção e ficou longe de me encantar. Para além disso, achei que nesta fase o cruzamento de mundos acabou por ser um pouco confusa em certos momentos e muito pouco apelativa.

Penso, muito sinceramente, que a última parte foi aquela em que deixei de estar tão irritada com Quentin (apesar de ele continuar insatisfeito com a sua vida). Parecia ter amadurecido um pouco e não estar tão preso a infantilidades, tal como tinha acontecido durante praticamente toda a história. 

No geral, este livro foi uma desilusão. Penso que quem pega nesta história pensando que é uma espécie de continuação da magia de Harry Potter, mas agora num contexto mais adulto, ficará igualmente desiludido. É, essencialmente, uma história de pessoas imaturas, que bebem demasiado e que passam maior parte do tempo alcoolizados ou ressacados e que pensam que têm o direito de agir como lhes apetece, simplesmente porque são mágicos e porque não têm que lidar com preocupações mundanas como dinheiro. Para além disso, Quentin é, possivelmente, a personagem mais irritante que alguma vez encontrei num livro, fosse pela sua permanente insatisfação com o mundo, pelas suas crises existenciais ou pelo simples facto de ser um egocêntrico que apenas pensava em sí e que ignorava por completo os sentimentos dos que o rodeavam.

Em suma, um livro que dificilmente recomendo. Dou-lhe 2,5 estrelas pelo simples facto de ter gostado da parte de Brakebills, porque de outra forma daria menos.