sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Febre dos Livros

Eu gosto bastante dos vídeos dos Booktubers e acompanho vários religiosamente. O conteúdo dos seus canais é variado e penso que é uma excelente forma de conhecer as novidades do mundo literário e saber o que as pessoas pensam em relação a alguns dos livros que quero ler. No entanto, devo admitir que os book hauls são, sem dúvida, dos meus vídeos favoritos.

Enquanto apaixonada pela leitura e pelos livros, percebo perfeitamente a sensação de ter na mão um livro novo e de estar em pulgas para começar a lê-lo. É uma sensação que se torna viciante e que me leva a comprar mais livros, algo que justifico dizendo que é um investimento na minha cultura, que adoro ler e que livros nunca são demais. No entanto, orgulho-me de ser controlada e de não estar sempre a comprar livros quando tenho mais de 20 à minha espera na estante.

É precisamente essa sensação, esse "vício", que transparece nos book hauls dos Booktubers e essa é uma das coisas que me atrai nesse tipo de vídeos. No entanto, não deixo de ficar surpreendida com alguns dos exageros que vejo. A quantidade de livros que são comprados para ficarem parados numa estante durante meses (por vezes, até mesmo anos) é impressionante, especialmente quando uma boa parte é comprada apenas pela sua capa ou porque são continuações de séries que a pessoa ainda nem começou a ler mas, como tinha o primeiro, acabou por comprar os seguintes (justificando sempre que assim poderá ler tudo de seguida). E é precisamente quando vejo este tipo de coisas que me pergunto se isto já não é ir para além do gosto pela leitura e pelos livros e se não será já um verdadeiro descontrolo. Qual é que é a necessidade de entupir as estantes com livros que apenas iremos ler dali a muito tempo (isto quando chegam a ser lidos) e criar uma pilha de livros a ler que ultrapassa largamente uma centena? 

Apesar de também gostar de ter as minhas estantes compostinhas, gosto mais de pensar que, pelo menos, já li grande parte dos livros que lá estão e que conseguirei chegar rapidamente aos que ainda se encontram por ler. Para além disso, não gosto de comprar livros novos quando ainda tenho outros à minha espera nas estantes porque, muito sinceramente, parece-me um investimento desnecessário. O livro continuará disponível na livraria dali a X meses e por isso não há qualquer urgência em comprá-lo naquele preciso momento e, muito sinceramente, acho que isso até me tem ajudado, porque pensar desta forma faz de mim uma pessoa mais ponderada e faz com que pense melhor no que valerá realmente a pena adquirir ou não. Não vejo a necessidade - ou até mesmo a piada - em continuar a acumular livros que apenas irei ler dali a muito tempo e, para além disso, não me parece que agir dessa forma seja a maneira mais inteligente de gerir o nosso dinheiro ... Gosto de comprar livros, mas prefiro fazê-lo de uma forma mais comedida,  sabendo que dessa forma consigo dar conta do recado e que não acumulo demasiados na minha estante.

Obviamente que isto é uma questão muito pessoal e que cada um tem os seus hábitos e as suas opiniões em relação a este assunto, mas não pude deixar de fazer este pequeno comentário. 

E vocês, o que pensam sobre o assunto? Acham que há limites ou que, no que diz respeito aos livros, devemos deixar-nos levar e aproveitar todas as oportunidades que temos para completar a nossa colecção e alimentar o nosso vício?


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

As Minhas Músicas (6)

Simplesmente porque é uma das minhas bandas preferidas.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Conversas de Facebook

Encontrei esta pequena maravilha e decidi partilhá-la aqui convosco


Fonte:Write drunk. Edit sober.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

#Friday Reads (22)

Vou dedicar este fim de semana às leituras conjuntas.

Desde logo, quero avançar Crime e Castigo de Dostoievski que estou a ler com a Catarina do Sonhar de Olhos Abertos. Estou neste momento na página 100 e até agora estou a achar a história muito interessante :)

Para além disso, quero ainda ler mais um terço do livro Cinder de Marissa Meyer, para a leitura conjunta em que estou a participar com outras meninas, nomeadamente com a Cata do blog Páginas Encadernadas. Deixo aqui a sinopse do livro:

Humans and androids crowd the raucous streets of New Beijing. A deadly plague ravages the population. From space, a ruthless lunar people watch, waiting to make their move. No one knows that Earth’s fate hinges on one girl.

Cinder, a gifted mechanic, is a cyborg. She’s a second-class citizen with a mysterious past, reviled by her stepmother and blamed for her stepsister’s illness. But when her life becomes intertwined with the handsome Prince Kai’s, she suddenly finds herself at the center of an intergalactic struggle, and a forbidden attraction. Caught between duty and freedom, loyalty and betrayal, she must uncover secrets about her past in order to protect her world’s future.

Até agora li apenas um terço do livro e apenas posso dizer que conceito me parece interessante e que me está a despertar uma grande curiosidade em relação ao resto da história. 

Boas leituras :)


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TAG: O Livrofone


E mais uma TAG, desta vez traduzida para português pelo José e que me pareceu muito engraçada.
1. Chamada perdida: um livro que não conseguiste acabar de ler.
Intriga em Badgade de Agatha Christie. Único livro da autora que não consegui terminar, apesar das diversas tentativas.

2. Chamada a três: a personagem que mais te fez rir, aquela que mais odeias e aquela que adoras.
Fermín de A Sombra do Vento foi, sem dúvida, a personagem que mais me fez rir. Destesto Bella Swan e Edward Cullen (Twilight) de forma igual, nem sequer dá para escolher entre um deles. Quanto à que adoro, Tyrion Lanister (Guerra dos Tronos)! Uma das melhores personagens de sempre! 

3. Facturas: o preço mais caro que já pagaste por um livro.
Hm penso que andou entre os €22 e os €25 euros. Não indico um livro em particular porque cheguei a comprar mais do que um por esses preços.

4. Interferências: um livro no qual fizeste uma pausa e ao qual voltaste passado algum tempo.
Shining de Stephen King. Fiz uma primeira tentativa quando era mais novinha e na altura não consegui ir para além das 70 páginas. Da segunda vez que lhe peguei, devorei-o e adorei-o!

5. Voice Mail: um livro com frases que estás sempre a dizer.
Hm por acaso não sou muito de citar livros, mas há algumas frases de alguns livros de Agatha Christie que sei e que de vez em quando digo.

6. Toque de chamada: um livro que gostarias de ler e reler várias vezes.
Como penso que aqui a resposta mais comum será Harry Potter, vou responder The Perks of Being a Wallflower. Na verdade, depois de o ter lido da primeira vez, fiquei logo com imensa vontade de relê-lo; o mesmo aconteceu depois de ter visto o filme.

7. Sem rede: um livro que demoraste muito a conseguir.
O Paraíso das Damas de Émile Zola. Queria uma edição em português, mas durante algum tempo não houve nenhuma no mercado.

8. Videochamada: uma personagem que gostavas que existisse.
Hans Hubermann de A Rapariga que Roubava Livros, pelo simples facto de achar que são precisas mais pessoas como ele neste mundo.

9. Smartphone: livro físico ou ebook?
Apesar de ter tablet e de a usar para ler de vez em quando, prefiro o livro físico.

10. Número não disponível: um livro que estás reticente em ler mas que todos já leram.
The Fault in Our Stars de John Green. Apesar de encontrar cada vez mais pessoas que dizem que o livro não é particularmente extraordinário, a maioria das reviews que tenho lido são bastantes positivas e, muito sinceramente, tenho receio de não perceber porque e de achar que simplesmente é sobrevalorizado.
Boas leituras e até ao próximo post :)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

As Minhas Músicas (5)


 Voz fantástica e uma música que não me deixa indiferente. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tag: Livros Opostos

Andava eu a passear alegremente pelos blogs e Youtube quando me deparei com uma TAG que me pareceu engraçada. É a TAG dos Livros Opostos (vídeo original aqui), cujo objetivo é escolher livros da nossa estante que se oponham, de acordo com determinadas categorias. A ideia pareceu-me bastante engraçada e decidi fazê-la aqui no blog.

1 - Primeiro vs Último

 
Indicar o primeiro e o último livro que comprámos com o nosso dinheiro. Foi díficil identificar a minha primeira compra, mas estou segura de que este livro de Agatha Christie foi dos primeiros. Já Cinder, de Marissa Meyer, foi a minha aquisição mais recente.

2 - Barato vs Caro

 
Paguei apenas €1,5 (na verdade, acho que ainda foi menos uns cêntimos porque tive desconto) por Gente Vazia de Brian Keaney, mas, em contrapartida, paguei cerca de €22 por El Juego Del Ángel de Carlos Ruiz Zafón.

3 - Rapaz vs Rapariga


The Maze Runner destaca-se como um dos livros da minha estante em que o protagonista é um rapaz. Já em A Great and a Terrible Beauty, a protagonista é Gemma Doyle, uma adolescente da época vitoriana.

4 - Rápido vs Lento


Não foi por acaso que escolhi dois autores russos para esta categoria. O Jogador foi o primeiro livro de Dostoievski que li e adorei-o. Comecei a lê-lo numa bela tarde de Verão e quando mal dei por mim, estava a umas míseras 20 páginas do final. Resolvi deixá-las para o dia seguinte e por isso demorei apenas 2 dias a lê-lo. Já Doutor Jivago foi uma aventura.Não só não fiquei particularmente fascinada com história, como achei que a narrativa era demasiado arrastada e algo insípida. Não me lembro ao certo quanto tempo demorei a lê-lo, mas penso que foi cerca de 1 mês.

5 - Feio vs Bonito


Duelo de capas. Mais uma vez volto a destacar a capa de O Exorcista como a mais feia da minha coleção. Já a The Hobbit é das minhas preferidas e das mais bonitas da minha estante. Adoro-a e quando a vi este livrinho na FNAC nem pensei duas vezes, tive de trazê-lo comigo!

6 - Nacional vs Estrangeiro 


Apesar de ter outros livros de autores portugueses na minha estante, resolvi destacar O Funeral da Nossa Mãe de Célia Correia Loureiro, por ter sido uma autora que descobri através do Goodreads. Já de autores estrangeiros destaco Stephen King, cuja obra estou ainda a descobrir aos poucos.

7 - Curto vs Longo


Scarlett (sequela de E Tudo o Vento Levou), com as suas 957 páginas, parece um verdadeiro colosso ao lado de La Mécanique du Coeur de Mathias Malzieu, que conta com apenas 177 páginas.

8 - Ficção vs Não Ficção

   
Resolvi juntar estes dois livros pela temática comum, a morte. Heidegger e um Hipopótamo às Portas do Paraíso é um divertido livro de filosofia que aborda este tema de uma maneira bastante interessante, falando das várias teorias filosóficas que se dedicaram a este tema. Crónica de una Muerte Anunciada fascinou-me pela forma como relatou os eventos que culminaram na trágica morte de Santiago Nasar.

9 - Ação vs Romance


Um dos livros de maior ação que tenho na minha estante é, sem dúvida, Battle Royale de Koushun Takami. Gostei bastante deste livro, possivelmente até mais do que The Hunger Games. Já Perfect Chemistry é, possivelmente, dos livros mais lamechas que tenho. Não é dos livros que mais goste mas penso que se encaixa muito bem nesta categoria.

10 - Feliz vs Triste


Finalmente, tínhamos que indicar um livro que nos tivesse deixado feliz e outro que, por alguma razão, tivessemos considerado mais triste. Anna and The French Kiss foi, sem dúvida, um livro que me fez sorrir várias vezes, não só porque tem uma história e personagens fofinhas, mas também porque me parece ser um dos tipícos feel good books. Apesar de A Rapariga que Roubava Livros ser um dos meus livros preferídos e de a sua história ser fantástica, não posso deixar de reconhecer que é também incrivelmente triste e que não pude controlar as lágrimas em certos momentos. No entanto, é um livro excelente e que vale a pena ler!

Espero que tenham gostado :) 

Até ao próximo post e bos leituras :)