quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

TAG: Top 10 Livros Marcantes




E hoje trago mais uma TAG. Desta vez, o objetivo é identificar os 10 livros que mais me marcaram e a ideia é que os escolha sem ponderar muito. Note-se que podemos indicar livros de ficção como de não ficção.

Esta TAG foi-me passada pela Jojo (muito obrigada!) e como gostei da desafio, resolvi dexar aqui as minhas respostas.

1 - O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas
2 - Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban de J. K. Rowling
3 - Os Crimes do ABC de Agatha Christie
4 - Heidegger e um Hipopótamo Chegam Às Portas do Paraíso de Thomas Cathcart e Daniel Klein
5 - A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak
6 - A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Záfon
7 - A Clínica da Amnésia de James Scudamore
8 - Uma Viagem ao Tempo dos Castelos Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
9 - O Leitor de Bernhard Schlink
10 - 1984 de George Orwell

E vocês? Que livros é que vos marcaram?

Boas leituras e até ao próximo post :)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Maratonas Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 2

Desafio 2: De que país é o autor do livro que estás a ler? Gostarias de visitar esse país? Qual a principal atracção/monumento/cidade que gostarias de conhecer?

Neste momento estou a dedicar-me a La Ciudad Ausente de Ricardo Piglia, livro cuja acção decorre em Buenos Aires, Argentina. Honestamente, nunca pensei muito na Argentina como um destino de sonho ou onde fizesse muita questão de ir, talvez porque são poucos os países Sul Americanos que me atraiem. No entanto, se surgisse a oportunidade não me importaria de me perder uma semanita por Buenos Aires ;)

 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cinder de Marissa Meyer

Sinopse

Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica de Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual.

Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de «um caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender.

Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribui-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações clínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar.

A Minha Opinião

Cinder é um daqueles livros de que toda a gente fala, especialmente na comunidade de Booktubers, e que já há algum tempo despertava a minha curiosidade. Verdade seja dita, uma versão moderna da história da Cinderela ambientada numa Beijing futurista e que envolve cyborgs é daquelas combinações que de início podemos estranhar, mas que nos atraiem e que nos levam a pegar neste livro com algumas expectativas.

Confesso que não sabia muito bem o que esperar deste livro. O conceito parecia bastante interessante e invulgar, mas tinha algum receio de que a autora não tivesse conseguido concretizar esta ideia da melhor forma. Convenhamos, havia muita coisa que podia falhar! Felizmente, não foi esse o caso e Cinder acabou por se revelar uma leitura bastante agradável.
A ideia da história é bastante curiosa e cativante. É completamente inesperado colocar Cinderela (neste caso Cinder) num ambiente tão diferente da história original, mas penso que a autora fez um excelente trabalho. Era impossível não criar paralelismos com o que conhecía da história original, mas também não fiquei com a sensação que de era completamente despropositado ou inverosímil colocar Cinder neste novo ambiente. Fiquei, aliás, com a ideia de que a autora conseguiu criar uma harmonia interessante entre os elementos do ambiente original e os de Nova Beijing.
No entanto, há que reconhecer que existiam algumas falhas. Penso que a autora deixou no ar demasiadas questões, nomedamente quanto ao surgimento do povo dos Lunares e quanto ao que tinha originado o conflito com este povo, assim como também não ficou claro o porquê de tanto preconceito contra os cyborgs. Fiquei com a sensação de que a história estava inacabada e penso que isso acabou por comprometer as bases deste novo mundo, o que, em última instância, fez com que não ficasse completamente rendida à história.

Relativamente às personagens, devo admitir que não fiquei particularmente fascinada com Cinder. Achei-lhe alguma piada e gostei do facto de a sua história estar tão fiél ao original. No entanto, enquadrava-se no típico cliché da protagonista dos livros de YA e a sua história acabava por ser demasiado previsível; uma rapariga discreta, oprimida pela madrasta (uma personagem verdadeiramente desagradável e odiosa) que, no entanto, possuía uma conjunto de características que a tornavam única. Contudo, acho que era inevitável não cair neste padrão, especialmente porque Cinder não deixa de ser um conto de fadas, estilo que, geralmente, também entra neste tipo de clichés.

As minhas personagens preferidas foram, sem dúvida, Kai e Iko. O primeiro porque tinha ideias muito próprias, era bastante fiél ao seus princípios e porque, ao fim e ao cabo, sabia atribuir prioridades e tinha consciencia que, enquanto governante, havia que colocar o interesse e bem-estar do seu povo em primeiro lugar. Já Iko era verdadeiramente adorável. Não pude evitar alguns sorrisos nos momentos protagonizados por esta personagem e gostei bastante da sua amizade com Cinder e do facto de ser tão protectora em relação a ela.

Finalmente, devo ainda acrescentar que, apesar de se um livro que se lê bastante bem e que nos cativa desde o princípio, houve momento em que desliguei um pouco e que li sem prestar grande atenção. Havia alguns detalhes relacionados com mecânica e com robots/cyborgs que me passaram ao lado e nesses momentos confesso que li simplesmente por ler e porque tinha de avançar para o próximo capítulo ...

Em geral, uma distopia diferente que nos leva a ver um clássico infantil de uma outra forma, em que nem tudo é cor de rosa e com um final feliz. O cruzamento entre o típico conto de fadas com as distopias de YA resulta bastante bem em Cinder e, apesar de ser uma história com algumas falhas, recomendo a leitura deste livro.

Classificação: 3 estrelas

Maratona Literária VIagens (In)esperadas + Desafio 1



Entre os dias 18 e 23 de Fevereiro terá lugar mais uma maratona literária promovida pela Catarina e pela Silvana, dos blogs Sonhar de Olhos Abertos e Por Detrás das Palavras, respectivamente. Desta vez tem como tema "um autor, um país" e o objectivo é, essencialmente,  ler livros de autores de diferentes países.

Como não sei se consigo ler muito durante estes próximos dias, decidi dedicar esta maratona a livros que quero terminar durante esta semana e são eles La Ciudad Ausente de Ricardo Piglia e Crime e Castigo de Dostoievksi. A única excepção a esta regra (pelo menos para já) é o conto Glitches de Marissa Meyer, escrito como um complemento à história de Cinder. 

Uma vez que o primeiro desafio consiste em deixar uma fotografia ou imagens dos livros que queremos ler, deixo já aqui as correspondentes aos meus planos.


 

Até ao próximo post e boas leituras :)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

#Friday Reads (23)

E mais uma semana chega ao fim. Eu sei que esta semana o blog tem andado meio parado, mas como estou a meio de leituras conjuntas, ainda não tive a oportunidade de acabar um livro para publicar uma review.

O programa das festas para este fim-de-semana passa essencialmente por continuar Cinder e ler La Ciudad Ausente de Ricardo Piglia. Comecei este livro hoje mas como tem apenas 150 páginas penso que conseguirei lê-lo rapidamente. Deixo aqui a sinopse para que possam ficar a conhecer esta história:

Junior es un periodista que investiga la máquina de Macedonio, un artefacto que empezó traduciendo relatos y acabó produciendo una obra autónoma. Ahora ha escapado a todo control y permanece bajo custodia del Museo, mientras el poder totalitario y la resistencia luchan por validar o convertir en apócrifas las producciones de la autómata. Quizá la verdad sobre su origen esconde en una historia de amor eterno, de cuyo hila tirará Junior hasta llegar a una isla extraña.

Bom fim-de-semana e boas leituras ;)


Febre dos Livros

Eu gosto bastante dos vídeos dos Booktubers e acompanho vários religiosamente. O conteúdo dos seus canais é variado e penso que é uma excelente forma de conhecer as novidades do mundo literário e saber o que as pessoas pensam em relação a alguns dos livros que quero ler. No entanto, devo admitir que os book hauls são, sem dúvida, dos meus vídeos favoritos.

Enquanto apaixonada pela leitura e pelos livros, percebo perfeitamente a sensação de ter na mão um livro novo e de estar em pulgas para começar a lê-lo. É uma sensação que se torna viciante e que me leva a comprar mais livros, algo que justifico dizendo que é um investimento na minha cultura, que adoro ler e que livros nunca são demais. No entanto, orgulho-me de ser controlada e de não estar sempre a comprar livros quando tenho mais de 20 à minha espera na estante.

É precisamente essa sensação, esse "vício", que transparece nos book hauls dos Booktubers e essa é uma das coisas que me atrai nesse tipo de vídeos. No entanto, não deixo de ficar surpreendida com alguns dos exageros que vejo. A quantidade de livros que são comprados para ficarem parados numa estante durante meses (por vezes, até mesmo anos) é impressionante, especialmente quando uma boa parte é comprada apenas pela sua capa ou porque são continuações de séries que a pessoa ainda nem começou a ler mas, como tinha o primeiro, acabou por comprar os seguintes (justificando sempre que assim poderá ler tudo de seguida). E é precisamente quando vejo este tipo de coisas que me pergunto se isto já não é ir para além do gosto pela leitura e pelos livros e se não será já um verdadeiro descontrolo. Qual é que é a necessidade de entupir as estantes com livros que apenas iremos ler dali a muito tempo (isto quando chegam a ser lidos) e criar uma pilha de livros a ler que ultrapassa largamente uma centena? 

Apesar de também gostar de ter as minhas estantes compostinhas, gosto mais de pensar que, pelo menos, já li grande parte dos livros que lá estão e que conseguirei chegar rapidamente aos que ainda se encontram por ler. Para além disso, não gosto de comprar livros novos quando ainda tenho outros à minha espera nas estantes porque, muito sinceramente, parece-me um investimento desnecessário. O livro continuará disponível na livraria dali a X meses e por isso não há qualquer urgência em comprá-lo naquele preciso momento e, muito sinceramente, acho que isso até me tem ajudado, porque pensar desta forma faz de mim uma pessoa mais ponderada e faz com que pense melhor no que valerá realmente a pena adquirir ou não. Não vejo a necessidade - ou até mesmo a piada - em continuar a acumular livros que apenas irei ler dali a muito tempo e, para além disso, não me parece que agir dessa forma seja a maneira mais inteligente de gerir o nosso dinheiro ... Gosto de comprar livros, mas prefiro fazê-lo de uma forma mais comedida,  sabendo que dessa forma consigo dar conta do recado e que não acumulo demasiados na minha estante.

Obviamente que isto é uma questão muito pessoal e que cada um tem os seus hábitos e as suas opiniões em relação a este assunto, mas não pude deixar de fazer este pequeno comentário. 

E vocês, o que pensam sobre o assunto? Acham que há limites ou que, no que diz respeito aos livros, devemos deixar-nos levar e aproveitar todas as oportunidades que temos para completar a nossa colecção e alimentar o nosso vício?


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

As Minhas Músicas (6)

Simplesmente porque é uma das minhas bandas preferidas.