terça-feira, 4 de março de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 2

Desafio 2: É Carnaval e ninguém leva a mal, por isso, vamos mascarar livros? Nós damo-vos as máscaras e vocês os livros.

1) Pirata: um livro que gostaste, cheio de aventuras ou de personagens ambiciosas.

A minha escolha para esta máscara é The Hobbit, não só porque conta a aventura dos anões e de Bilbo Baggins, mas também porque, em si, eram personagens bastante ambiciosas, especialmente Baggins, que apesar dos receios iniciais, acabou por se superar  nesta viagem.

2) Princesa: um livro ternurento que te encantou.

Anna and the French Kiss de Stephanie Perkins. Achei que a história deste livro era muito fofinha e gostei bastante de lê-lo.

3) Um livro que, quando chegaste à última página, só te apetecia amaldiciá-lo.

Para este vou escolher um livro que me irritou bastante, desde o princípio até ao fim, e ele é Os Mágicos de Lev Grossman. Não fiquei fã da história e, honestamente, levou o prémio de elenco de personagens mais irritantes e embirrantes de sempre.


Até ao próximo post :)

 

segunda-feira, 3 de março de 2014

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar de Stieg Larsson

Sinopse

Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?

A Minha Opinião

E está assim devorada e adorada a trilogia Millenium de Stieg Larsson ... Surpreendente e entusiasmante desde as primeiras páginas de Os Homens que Odeiam as Mulheres até ao último capítulo de A Rainha no Palácio das Correntes de Ar. Um verdadeiro feito que nem todos os autores têm a capacidade de alcançar, mas que Stieg Larsson conseguiu com mestria.

O que dizer deste último volume da trilogia? De todos os livros, penso que este foi aquele que acabou por ter mais altos e baixos. Houve coisas pelo meio, nomeadamente a explicação dos meandros da Secção e das pessoas que integravam essa organização, que pareciam arrastar-se e que quebravam o ritmo da história mas, o mais curioso, é que acho que tal não se deveu ao simples facto de nesses pontos o livro ser mais descritivo. A introdução de novas personagens, com nomes que tive alguma dificuldade em decorar, acabou por se revelar especialmente penoso para mim. Cheguei a um ponto em que já confundia quem é que trabalhava para quem e onde e de que lado é que estava!

Outro aspecto que, na minha opinião, não estava tão bem conseguido era a história de Erika. Por um lado, foi bom ficar a conhecê-la um pouco melhor e vê-la com uma vida separada da Millenium e do Mikael. No entanto, acho que acabou por ser um desenvolvimento completamente desnecessário, que pouco contribuiu para o avanço da história e que, provavelmente, teria poupado algumas páginas ao livro. Poder-se-ia, contudo, considerar que esta história acabou por ter os seus efeitos em Mikael, dado que ele começou a explorar outros horizontes, e que, de certa forma, permitiu criar uma estranha cumplicidade entre Lisbeth e Erika. 

Por fim, e no que diz respeito às últimas 150 páginas do livro, devo admitir que, apesar de ter gostado, achei tudo demasiado otimista e pouco realista. As peças encaixaram todas demasiado bem e, na vida real, isso dificilmente teria acontecido, especialmente se tivermos em conta a dimensão de toda esta operação. Para além disso, acho que o livro acabou por criar um suspense demasiado grande para o desenlace que se veio a verificar.

No entanto, houve aspectos que brilharam, especialmente os Cavaleiros da Távola Chanfrada, seja pela lealdade deste grupo de pessoas a Lisbeth, seja pelo facto de terem dado tudo por tudo para ajudá-la. Para além disso, a relação de Mikael e Lisbeth continuou a proporcionar dos meus momentos favoritos de toda a história. Apesar de lidarem pouco de forma direta - aliás, durante grande parte da história, apenas falaram através de computadores -, gostei bastante do facto de terem um impacto tão grande na vida um do outro e de se conhecerem suficientemente bem para estarem em sintonia no que faziam.

Em suma, uma boa conclusão para esta trilogia, apesar de ser impossível não ficar com vontade de ler mais sobre estas personagens. Enquanto policial, penso que estes foram dos melhores livros que já li dentro do género, não só pela história, mas também pelas suas personagens e pela forma como consegue manter o leitor preso às suas páginas desde o início até ao fim.

Classificação: 4 estrelas.

 

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 1



E começou hoje mais uma maratona literária Viagens (In)Esperadas. A maratona irá decorrer entre os dias 3 a 9 de Março e desta vez temos dois temas à escolha: 
  • Ler livros escritos por autores que usaram pseudónimos
  • Ler livros escritos por autoras e em que a protagonista seja também mulher
Ou seja, uma maratona que tanto liga com o tema do Carnaval e das máscaras, como celebra o dia da mulher!

Desafio 1: Que desafio irão escolher para esta maratona? Vão ler livros de uma das categorias ou das duas?

Eu escolhi ler apenas livros escritos por autoras e com protagonistas femininas porque, muito sinceramente, não tinha nenhum livro na minha estante escrito por um autor que tivesse usado um pseudónimo. Assim sendo, irei abrir a minha participação na maratona com o livro The Constant Princess de Philippa Gregory. Nunca li nada desta autora, por isso esta será uma estreia! Deixo aqui a sinopse para quem não conheça a história:

Catarina de Aragão nasce Catarina, Infanta da Espanha, de pais que eram reis cruzados. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII da Inglaterra, e é educada para ser princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria.

A sua fé é posta à prova quando o futuro sogro a recebe no seu novo país com uma grande afronta; Artur parece ser pouco mais do que uma criança; a comida é estranha e os costumes vulgares. Lentamente, adapta-se à sua primeira corte Tudor, e a vida como mulher de Artur vai-se tornando mais suportável. Inesperadamente, neste casamento arranjado começa a nascer um amor terno e apaixonado.

Mas, quando o jovem Artur morre, ela tem de construir o seu próprio futuro: como pode agora ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia? Só casando com o irmão mais novo de Artur, o alegre, mas mimado Henrique. O pai e a avó de Henrique são contra e os poderosos progenitores de Catarina revelam-se de pouca utilidade. No entanto, Catarina possui um espírito lutador é indomável e fará qualquer coisa para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la.

Boas leituras e até ao próximo post :)

sábado, 1 de março de 2014

Balanço Leituras: Fevereiro

E mais um mês chega ao fim e com ele vem novo balanço de leituras, desta vez do mês de Fevereiro.

Os resultados não foram tão grandiosos como os de Janeiro, mas a verdade é que com as leituras conjuntas acabei por arrastar durante mais tempo alguns livros. Eis o que li durante este mês:

  • Against All Odds de Jazz Singh: uma história curta e ligeira que li para desanuviar um pouco. É um romance passado na Índia que conta a história de um amor improvável que teria tudo para falhar mas que, surpreendentemente (ou não), consegue vencer. Review aqui
  • Cinder de Marissa Meyer: uma das minhas leituras conjuntas deste mês. Estava com alguma curiosidade em relação a este livro, especialmente depois de ter visto tanta gente na comunidade Bootube a elogiá-lo. Achei que o conceito era interessante e que nos dava uma versão curiosa da história da Cinderela, mas não creio que seja particularmente extraordinário. Review aqui.
  • Glitches de Marissa Meyer: um conto que explora alguns aspectos da infância de Cinder. Muito sinceramente, gostei deste conto. Explorou alguns aspectos que, no livro, tinham ficado em aberto. Review aqui.


  • Crime e Castigo de Fiódor Dostoievski: outra das minhas leituras conjuntas e um livro que já há muito tmepo que queria ler. Review aqui.
  • La Ciudad Ausente de Ricardo Piglia: pensei que este livro seria mais ligeiro do que aquilo que na realidade é. Pensava, muito sinceramente, que iria ser uma leitura rápida. Review aqui.
Relativamente aos desafios literários, eis o meu progresso:

  • Desafio 5x5: li um dos clássicos que tinha colocado na minha lista: Crime e Castigo.
  • Desafio A a Z: foi o único desafio que ficou em stand-by este mês. Não li nenhum dos livros que constam na minha lista.
  • Mount TBR: li dois livros para este desafio e foram eles Crime e Castigo e La Ciudad Ausente.
No geral, penso que acabou por ser um mês positivo, apesar de ter lido menos livros. No entanto, consegui finalmente deitar a mão a alguns dos que já há algum tempo estavam na minha lista de livros a ler.

Boas leituras e até ao próximo post :)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

#Friday Reads (24)

Começa este fim de semana - dia 1 de Março - mais uma maratona literária promovida pelo grupo do Goodreads. A 42º maratona será novamente em equipas e terá como desafio opcional ler um livro cuja ação decorra num local tipicamente carnavalesco - Brasil, Noa Orleães, Veneza ... Muito sinceramente, não sei se irei completar este desafio ...

Este fim de semana irei começar a minha maratona com A Rainha no Palácio das Correntes de Ar de Stieg Larsson. Já comecei este livro e, até agora, li sencivelmente um terço da história. A ideia é conseguir avançar o máximo possível durante estes dias, para na próxima semana já estar a pegar noutros livros para as maratonas literárias (sim, porque vai haver uma outra maratona das Viagens (In)Esperadas hehe).

Deixo aqui a sinopse do livro:

Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?

Até ao próximo post e boas leituras :)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Book to Movie: The Book Thief

Uma das minhas leituras preferidas de 2013 foi A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak. Tem uma história fantástica, que nos envolve desde as primeiras páginas e que nos cativa pela sua perspetiva única e pelas suas personagens. É um livro que, à primeira vista, pode parecer ligeiro ou orientado para um público mais jovem, mas facilmente percebemos que é uma história complexa, especialmente no que diz respeito ao comportamento humano e às mensagens que estão inerentes a toda a narrativa do autor.

Quando soube que iria sair uma adaptação cinematográfica deste livro fiquei um pouco dividida. Por um lado, queria associar imagens ao que tinha lido e comprovar se o que tinha imaginado correspondia à visão do realizador. Contudo, também estava com algum receio que não conseguissem transmitir a essência da história e de o filme não fazer a devida justiça ao livro e às suas personagens. Tentei não elevar demasiado as minhas expetativas e por isso no fim de semana passado decidi, finalmente, ver o filme. 

Apesar de em geral ter gostado do filme e de achar que Geoffrey Rush foi uma excelente escolha para o papel de Hans Hubermann, acabei por ficar algo desiludida com alguns aspectos. Penso que o filme se centrou demasiado na amizade de Liesel e de Max e não tanto na sua relação com Hans, para além de que este acabou por ter um papel muito mais secundário no filme do que no livro. No entanto, admito que possa ter ficado com essa impressão porque Hans era a minha personagem preferida e por isso esperava que tivesse um papel mais central no filme ... 

No entanto, reconheço que a cumplicidade entre Liesel e Max transpareceu bastante bem no grande ecrã. Para além disso, destaco ainda Rudy. Gostei bastante de Nico Liersch, da forma como encarnou essa personagem tão sonhadora e protetora de Liesel, assim como da sua amizade com ela.

Em suma, um bom filme que vale a pena ver mas que, na minha opinião, não enche as medidas da mesma forma que o livro.

Classificação: 4 estrelas.

 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

As Minhas Músicas (7)

Simplesmente porque queria ouvir uma música que me fizesse esboçar um sorriso.