segunda-feira, 10 de março de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 6

Desafio 6.1: Completar a flor com personagens femininas que vos marcaram.

1 - Lisbeth Salander: a minha personagem feminina preferida.
2 - Hermione Granger: penso que foi das primeiras personagens femininas que fiquei a admirar. Adorava o facto de ela ser tão intelectual mas, ao mesmo tempo, ser aventureira e incrivelmente leal aos seus amigos.
3 - Jane Eyre: fascinou-me desde as primeiras páginas do livro. Uma rapariga muito simples mas muito determinada e fiel aos seus valores.
4 - Arya Stark: adorei esta miúda desde o primeiro capítulo do livro da Guerra dos Tronos. Adoro o facto de ela ser tão diferente de Sansa, de ser tão corajosa e justa e de não ter medo de enfrentar as maiores adversidades para conseguir alcançar os seus objetivos.
5 - Daenerys Targaryen: há uma música da Beyoncé no seu novo CD que se chama Flawless e num dado momento ela diz "Bow Down Bitches". Muito sinceramente, acho que esta música seria perfeita para esta personagem. Uma mulher incrivelmente corajosa e destemida e, possivelmente, a melhor personagem feminina de A Guerra dos Tronos.
6 - Hanna Schitz (O Leitor): escolho esta personagem não pelo simples facto de ter gostado dela, mas porque fiquei surpreendida com a sua história e com o que ela estava disposta a sofrer para esconder o seu segredo.
7 - Jane Rizzoli (saga de Tess Gerritsen): enquanto detetives femininas, ela é, sem dúvida, a minha preferida. É direta e não tem medo de fazer frente a quem quer que seja para chegar à solução dos seus casos.
8 - Katniss Everdeen: apesar de não ser das minhas personagens preferidas, reconheço que é uma pessoa que dificilmente podemos ignorar.
9 - Scarlett (E Tudo o Vento Levou): simplesmente clássica.



Desafio 6.2: Apresenta-nos uma das personagens femininas da flor. Que atriz seria ideal para interpretá-la?

Bom, eu aqui vou fazer alguma batota, porque todas as personagens que mencionei foram já interpretadas por atrizes em filmes e/ou em séries. Vou assim escolher aquela que me pareceu a mais interessante.

Escolho Kate Winslet, que interpretou o papel de Hanna Shitz em O Leitor, papel que lhe deu o Oscar. Gostei bastante da sua interpretação porque ela conseguiu aliar bastante bem o lado mais vulnerável da personagem, com a sua vertente mais autoritária. Claro que Hanna acabava por ser mais autoritária, ou parecer mais rispida, porque fazia de tudo para ocultar o seu segredo e porque se sentia demasiado dependente dos outros, posição em que estava claramente desconfortável.




sexta-feira, 7 de março de 2014

Crime e Castigo de Fiódor Dostoievski

Tal como tinha anunciado no início de Fevereiro, li Crime e Castigo com a Catarina do blog Sonhar de Olhos Abertos.

Deixo aqui os links para minha review, mas também para a que a Catarina deixou recentemente no seu blog e que vale bem a pena ler. Em vez de uma review no seu sentido mais tradicional, ela decidiu destacar as 7 razões pelas quais vale a pena ler este clássico da literatura russa. As razões estão bem delimitadas e concordo plenamente com todos os pontos por ela destacados. Fica assim o link para a minha review e para a review da Catarina.

Boas leituras e até ao próximo post :)

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 5 + #Friday Reads

Desafio 5: Estamos a caminhar para o fim da maratona. Como é que vos está a correr?

Comecei a ler The Constant Princess de Philippa Gregory para esta maratona e até agora tem sido uma leitura algo custosa. Já teve os seus altos e baixos, mas ainda não houve nada que me fizesse vibrar ou que me fizesse dizer que este é um livro que vale mesmo a pena ler e que recomendaria a toda a gente.



Os meus planos para este fim de semana serão então tentar terminá-lo ...

Até ao próximo post e boas leituras :)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desfios 3 e 4

Desafio 3: Um livro, um lugar e uma personagem. Vocês estão de viagem; que livro levavam, para onde iam e com que personagem.

  • Livro: dificil escolher um, muito sinceramente. Podería ser qualquer um dos livros que estão neste momento na minha estante... Talvez levasse El Juego del Ángel de Carlos Ruiz Záfon.

  • Destino: bom, tendo em conta que levo um livro em espanhol, acho que aproveitaria para fazer uma espécie de inter rail por Espanha para conhecer algumas das cidades que ainda não visitei (ex: Toledo).
 
  • Personagem: levaría Fermín comigo. Achei imensa piada à sua personagem no livro de A Sombra do Vento e acho, muito sinceramente, que seria uma companhia interessante. Por um lado, porque teria sempre imensas histórias para contar e por outro, porque parece ser uma pessoa verdadeiramente simpática e engraçada. Para além disso, a sua vertente mais sonhadora seria ideal para dar um certo toque de magia à viagem.



Desafio 4: Se vos fosse possível mascarar de um escritor, qual seria e porquê.

Hm pergunta dificil. Talvez de Eça de Queiroz, achava piada ao seu monóculo e parece-me que era uma pessoa com algumas particularidades interessantes ...




terça-feira, 4 de março de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 2

Desafio 2: É Carnaval e ninguém leva a mal, por isso, vamos mascarar livros? Nós damo-vos as máscaras e vocês os livros.

1) Pirata: um livro que gostaste, cheio de aventuras ou de personagens ambiciosas.

A minha escolha para esta máscara é The Hobbit, não só porque conta a aventura dos anões e de Bilbo Baggins, mas também porque, em si, eram personagens bastante ambiciosas, especialmente Baggins, que apesar dos receios iniciais, acabou por se superar  nesta viagem.

2) Princesa: um livro ternurento que te encantou.

Anna and the French Kiss de Stephanie Perkins. Achei que a história deste livro era muito fofinha e gostei bastante de lê-lo.

3) Um livro que, quando chegaste à última página, só te apetecia amaldiciá-lo.

Para este vou escolher um livro que me irritou bastante, desde o princípio até ao fim, e ele é Os Mágicos de Lev Grossman. Não fiquei fã da história e, honestamente, levou o prémio de elenco de personagens mais irritantes e embirrantes de sempre.


Até ao próximo post :)

 

segunda-feira, 3 de março de 2014

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar de Stieg Larsson

Sinopse

Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?

A Minha Opinião

E está assim devorada e adorada a trilogia Millenium de Stieg Larsson ... Surpreendente e entusiasmante desde as primeiras páginas de Os Homens que Odeiam as Mulheres até ao último capítulo de A Rainha no Palácio das Correntes de Ar. Um verdadeiro feito que nem todos os autores têm a capacidade de alcançar, mas que Stieg Larsson conseguiu com mestria.

O que dizer deste último volume da trilogia? De todos os livros, penso que este foi aquele que acabou por ter mais altos e baixos. Houve coisas pelo meio, nomeadamente a explicação dos meandros da Secção e das pessoas que integravam essa organização, que pareciam arrastar-se e que quebravam o ritmo da história mas, o mais curioso, é que acho que tal não se deveu ao simples facto de nesses pontos o livro ser mais descritivo. A introdução de novas personagens, com nomes que tive alguma dificuldade em decorar, acabou por se revelar especialmente penoso para mim. Cheguei a um ponto em que já confundia quem é que trabalhava para quem e onde e de que lado é que estava!

Outro aspecto que, na minha opinião, não estava tão bem conseguido era a história de Erika. Por um lado, foi bom ficar a conhecê-la um pouco melhor e vê-la com uma vida separada da Millenium e do Mikael. No entanto, acho que acabou por ser um desenvolvimento completamente desnecessário, que pouco contribuiu para o avanço da história e que, provavelmente, teria poupado algumas páginas ao livro. Poder-se-ia, contudo, considerar que esta história acabou por ter os seus efeitos em Mikael, dado que ele começou a explorar outros horizontes, e que, de certa forma, permitiu criar uma estranha cumplicidade entre Lisbeth e Erika. 

Por fim, e no que diz respeito às últimas 150 páginas do livro, devo admitir que, apesar de ter gostado, achei tudo demasiado otimista e pouco realista. As peças encaixaram todas demasiado bem e, na vida real, isso dificilmente teria acontecido, especialmente se tivermos em conta a dimensão de toda esta operação. Para além disso, acho que o livro acabou por criar um suspense demasiado grande para o desenlace que se veio a verificar.

No entanto, houve aspectos que brilharam, especialmente os Cavaleiros da Távola Chanfrada, seja pela lealdade deste grupo de pessoas a Lisbeth, seja pelo facto de terem dado tudo por tudo para ajudá-la. Para além disso, a relação de Mikael e Lisbeth continuou a proporcionar dos meus momentos favoritos de toda a história. Apesar de lidarem pouco de forma direta - aliás, durante grande parte da história, apenas falaram através de computadores -, gostei bastante do facto de terem um impacto tão grande na vida um do outro e de se conhecerem suficientemente bem para estarem em sintonia no que faziam.

Em suma, uma boa conclusão para esta trilogia, apesar de ser impossível não ficar com vontade de ler mais sobre estas personagens. Enquanto policial, penso que estes foram dos melhores livros que já li dentro do género, não só pela história, mas também pelas suas personagens e pela forma como consegue manter o leitor preso às suas páginas desde o início até ao fim.

Classificação: 4 estrelas.

 

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 1



E começou hoje mais uma maratona literária Viagens (In)Esperadas. A maratona irá decorrer entre os dias 3 a 9 de Março e desta vez temos dois temas à escolha: 
  • Ler livros escritos por autores que usaram pseudónimos
  • Ler livros escritos por autoras e em que a protagonista seja também mulher
Ou seja, uma maratona que tanto liga com o tema do Carnaval e das máscaras, como celebra o dia da mulher!

Desafio 1: Que desafio irão escolher para esta maratona? Vão ler livros de uma das categorias ou das duas?

Eu escolhi ler apenas livros escritos por autoras e com protagonistas femininas porque, muito sinceramente, não tinha nenhum livro na minha estante escrito por um autor que tivesse usado um pseudónimo. Assim sendo, irei abrir a minha participação na maratona com o livro The Constant Princess de Philippa Gregory. Nunca li nada desta autora, por isso esta será uma estreia! Deixo aqui a sinopse para quem não conheça a história:

Catarina de Aragão nasce Catarina, Infanta da Espanha, de pais que eram reis cruzados. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII da Inglaterra, e é educada para ser princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria.

A sua fé é posta à prova quando o futuro sogro a recebe no seu novo país com uma grande afronta; Artur parece ser pouco mais do que uma criança; a comida é estranha e os costumes vulgares. Lentamente, adapta-se à sua primeira corte Tudor, e a vida como mulher de Artur vai-se tornando mais suportável. Inesperadamente, neste casamento arranjado começa a nascer um amor terno e apaixonado.

Mas, quando o jovem Artur morre, ela tem de construir o seu próprio futuro: como pode agora ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia? Só casando com o irmão mais novo de Artur, o alegre, mas mimado Henrique. O pai e a avó de Henrique são contra e os poderosos progenitores de Catarina revelam-se de pouca utilidade. No entanto, Catarina possui um espírito lutador é indomável e fará qualquer coisa para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la.

Boas leituras e até ao próximo post :)