terça-feira, 25 de março de 2014

Book Haul (4)

Pequeno book haul dos livros adquiridos desde o início de 2014. Tal como já tinha referido anteriormente, não sou pessoa de grandes desvaneios no diz respeito a compras, por isso não costumo acumular livros suficientes em cada mês para fazer haus mensais.

(peço desde já desculpa pela qualidade das fotografias, mas é o que dá fazer as coisas a correr ...)


  • The Constant Princess de Philippa Gregory: já li este livro e podem ler a review que fiz aqui.
  • Cinder de Marissa Meyer: leitura conjunta do mês de Fevereiro e podem ler a minha review aqui.


  • Paper Towns de John Green: uma das minhas resoluções literárias para este ano é, precisamente, a de ler um livro de John Green. Ainda não li nada deste autor, mas estou bastante curiosa em relação ao seu trabalho e por isso quando vi que a Catarina do blog Sonhar de Olhos Abertos tinha este livro à venda, deixei-me levar e aproveitei a oportunidade.
  • Thirteen Reasons Why by Jay Asher: um livro que já constava na minha wishlist há algum tempo e que também comprei à Catarina ;)

  • Ana Karenina de Leão Tolstoi: há bastante tempo que queria ler este livro e o facto de esta ser a escolha para uma leitura conjunta de Abril, pareceu-me a oportunidade perfeita para finalmente atirar-me a este desafio.
  • Diário de um Escândalo de Zöe Heller: foi o único livro que comprei através do concurso da Presença. Confesso que o livro é mais pequeno do que estava à espera, mas espero que seja uma leitura interessante.
Até ao próximo post e boas leituras ;)

sábado, 22 de março de 2014

El Juego del Ángel de Carloz Ruiz Zafón

Sinopse:

Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais. 

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

A Minha Opinião:

Foi com alguma expetativa que comecei a ler o segundo volume da saga El Cementerio de Los Libros Olvidados. Adorei La Sombra del Viento e tinha alguma esperança que este livro conseguisse, não só, manter a aura do primeiro, mas também encantar-me da mesma forma. 

Começando pelos aspetos positivos. Desde logo, o estilo de Carlos Ruiz Zafón. A sua forma de escrever e a composição da sua narrativa continua a fascinar-me e contribui em grande medida para que me deixe envolver nas suas histórias.  Existem sempre várias passagens que merecem ser destacadas e nas quais acabo por me rever.

Para além disso, penso que a nível das personagens o autor também fez um excelente trabalho, especialmente com Isabella. Uma personagem feminina forte, determinada e bastante fiel a quem merecesse a sua admiração. Adorei as sua relação com David Martin e de, apesar de não terem começado da melhor forma, terem criado um laço tão forte entre si. Para além disso, achei que alguns dos seus diálogos era verdadeiramente deliciosos, tendo, inclusivamente, levado a que sorrisse por diversas vezes. Aliás, David parecia ter esse condão. Uma personagem atormentada pelas suas escolhas e pelo seu percurso mas que, ainda assim, conseguia fascinar-me com o seu sarcasmo e com as suas palavras.

Como último aspeto positivo destaco a ligação com a família Sempere. Apesar de ser uma história que ocorre antes dos acontecimento de A Sombra do Vento, gostei do facto de o autor incorporar algo que já me era familiar e de falar no avó de Daniel e da sua já conhecida livraria.

No entanto, há que admitir que este livro não brilhou da mesma forma que o primeiro - pelo menos para mim. Achei que tinha alguns altos e baixos e que houve momentos em que a narrativa se arrastou. Aliás, admito que só depois das primeiras 150 páginas é que me comecei a interessar mais pela história. Não é que o que estivesse a acontecer não fosse interessante; simplesmente não me cativava. 

Para além disso, Cristina - um dos vértices do triângulo amoroso criado com David e Pedro Vidal -  irritou-me em alguns momentos. Achei-a demasiado sofrida e algo manipuladora e, muito sinceramente, a sua faceta mártir não me convenceu. A nível de personagens femininas, Isabella dava 15-0 a Cristina. (Just saying ...)

No geral, uma sequela interessante mas que fica um pouco aquém de A Sombra do Vento. Gostei da ponte feita com a realidade que já era conhecida desse primeiro volume, mas houve alguns aspetos em El Juego del Ángel que acabaram por comprometer o meu encanto e que, inclusivamente, contribuíram para que não me sentisse tão cativada. Para quem gostou de A Sombra do Vento, penso que o melhor será tentar moderar as suas expetativas. O livro é bom e interessante, mas não creio que tenha a mesma magia ...
Classificação: 3,5 estrelas


terça-feira, 18 de março de 2014

Livros Imperdíveis

Acho alguma piada às listas de livros tidos como must reads ou imperdíveis. Gosto de consultá-las e contar os livros que li e aqueles que estão nas minhas estantes à espera da sua vez para serem devorados. Faço-o um pouco na desportiva e sem qualquer obsessão por tentar alcançar um dado patamar para que me possa considerar mais realizada. 


Já consultei algumas, inclusivamente uma que fazia referência aos 1 000 livros que toda a gente deveria ler ao longo da sua vida, mas são as da BBC que acabam por despertar o meu interesse. Verdade seja dita, há livros que constam em qualquer lista deste estilo (especialmente clássicos como Hamlet, O Conde de Monte Cristo e, pelo menos, uma obra de Jane Austen e outra de uma das irmãs Brönte), mas não deixo de ficar algo surpreendida com os critérios segundos os quais essas obras são escolhidas. Aliás, poder-se-ia dizer que são algo falaciosos, na medida em que há uma clara tendência para que a lista se encontre predominantemente composta por obras anglo-saxónicas e para que certos autores sejam sempre mencionados (até parece que não havia mais nenhum que valesse a pena referir!). 

Claro que este tipo de listas acabam sempre por ter um escopo algo limitado. É bastante difícil selecionar apenas 100 livros de entre a miríade de obras e de autores espalhados pelo mundo que, sem dúvida, valerão a pena conhecer. No entanto, é preciso ter em conta que o facto de esses livros constarem numa lista deste género não significar que sejam obras de que toda a gente goste. Aliás, qualquer livro é passível de críticas e haverá sempre quem tenha algo a apontar de menos positivo.

No entanto, e tal como referi anteriormente, até gosto da lista da BBC. Apesar de reunir muitos autores e obras de língua inglesa, inclui livros de outros países e parece-me que, no geral, estamos perante obras perfeitamente acessíveis e que despertariam o interesse de qualquer pessoa, dada a variedade de géneros e épocas.  Podem consultá-la neste link e ver quantos livros é que já leram :) 

De acordo com o que consta no topo da lista, a BBC "pensa" que a maioria das pessoas apenas leu 6 dos livros que constam na sua lista, mas entre utilizadores do Goodreads essa média sobre para os 23.


Fiquei satisfeita com o facto de já ter lido sensivelmente  1/4 da lista e de ter na minha estante outros 6 livros que ainda estão por ler. 

O que é que acham deste tipo de lista? Despertavam-vos alguma curiosidade ou não gostam de consultá-las?

Até ao próximo post e boas leituras :)

domingo, 16 de março de 2014

TAG: Livros Grandes

Apetecia-me fazer um post com muitas fotos e com pouco texto e por isso resolvi responder a uma TAG. Desta vez escolhi a TAG dos livros grandes (vídeo original aqui) e o objetivo é, essencialmente, identificar os 5 maiores livros que já lemos (por ordem crescente) e depois indicar 2 livros grandes que ainda não tenhamos lido.

Livros lidos






Harry Potter e a Ordem de Fénix de J.K. Rowling

750 páginas 






 Amanhecer de Stephanie Meyer

753 páginas















O Nome do Vento de Patrick Rothfuss

778 páginas
















O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas

875 páginas













Scarlett de Alexandra Ripley

957 páginas






Livros a ler






Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas

636 páginas  













(livro que já estou a ler)

El Juego del Ángel de Carlos Ruiz Zafón

667 páginas








Boas leituras e até ao próximo post :)

sexta-feira, 14 de março de 2014

#Friday Reads (25)

Este fim de semana irei dedicar-me ao livro El Juego del Ángel de Carlos Ruiz Záfon. Adorei La Sombra del Viento (é um dos meus livros preferidos), por isso estou bastante curiosa em relação ao segundo volume da saga El Cementerio de los Libros Olvidados. 

Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

Até ao momento li cerca de 200 páginas e, tenho de admitir, não estou a gostar tanto como do primeiro livro, mas penso que a história é interessante. Durante as primeiras páginas não houve nada que me fascinasse, mas penso que cheguei agora a um ponto em que a história irá espevitar mais.

quarta-feira, 12 de março de 2014

The Constant Princess de Philippa Gregory

Sinopse:

Splendid and sumptuous historical novel from this internationally bestselling author, telling of the early life of Katherine of Aragon. We think of her as the barren wife of a notorious king; but behind this legacy lies a fascinating story. Katherine of Aragon is born Catalina, the Spanish Infanta, to parents who are both rulers and warriors.

Aged four, she is betrothed to Arthur, Prince of Wales, and is raised to be Queen of England. She is never in doubt that it is her destiny to rule that far-off, wet, cold land. Her faith is tested when her prospective father-in-law greets her arrival in her new country with a great insult; Arthur seems little better than a boy; the food is strange and the customs coarse.

Slowly she adapts to the first Tudor court, and life as Arthur's wife grows ever more bearable. But when the studious young man dies, she is left to make her own future: how can she now be queen, and found a dynasty? Only by marrying Arthur's young brother, the sunny but spoilt Henry. His father and grandmother are against it; her powerful parents prove little use.

Yet Katherine is her mother's daughter and her fighting spirit is strong. She will do anything to achieve her aim; even if it means telling the greatest lie, and holding to it. Philippa Gregory proves yet again that behind the apparently familiar face of history lies an astonishing story: of women warriors influencing the future of Europe, of revered heroes making deep mistakes, and of an untold love story which changes the fate of a nation.

A Minha Opinião:

Esta foi uma dupla estreia: por um lado, porque foi o meu primeiro livro desta autora, por outro, porque, até ao momento, ainda não tinha lido nada relacionado com a dinastia Tudor. 

Foi uma leitura com os seus altos e baixos, não haja dúvida. Se por um lado a história parecia estar bem documentada e que nos dava um retrato realtivamente fiél da vida na corte durante os reinados de Henrique VII e Henrique VIII, creo que, em determinados aspetos, estava demasiado romanceado. Toda a história de amor entre Catalina e Arthur (o seu primeiro marido) pareceu-me demasiado mágica e pouco verísimil, especialmente se tivermos em conta a altura em que tudo isto se desenrolou. Foi a única parte que me fez duvidar um pouco da sua veracidade e que, muito sinceramente, parecia mais uma lenda do que algo baseado em qualquer documentação ou investigação histórica devidamente comprovada.

Para além disso, achei que a alternância na narrativa, passando da 3ª pessoa para a perspetiva pessoal de Catalina, também não foi sempre feliz. Por um lado, pareceu-me uma boa aposta da autora, uma vez que fazia sentido que tivessemos acesso aos pensamentos e divagações mais intimas de Catalina, não fosse ela o principal enfoque da história. Contudo, algumas das suas intervenções revelaram-se algo repetitivas e pouco cativantes, o que levou a que, em certos momentos, me limitasse a ler na diagonal para passar à próxima página.

Destaco ainda o facto de ser um livro pontuado por alguns elementos relacionados com estratégia militar e com a religião, algo que me pareceu bastante interessante, especialmente nos momentos em que se via o debate interno de Catalina e a forma como acabava por questionar aquilo que sempre assumiu como uma verdade absoluta. Aliás, o meu momento preferido do livro é precisamente aquele em que ela se vê forçada a consultar um médico Mouro, algo que ela a princípio rejeitava por ele não seguir os ensinamentos da fé cristã.

Já no que diz respeito às personagens, penso que Catalina e Henrique VIII são as que merecem maior destaque. Este último pela sua jovialidade e boa disposição, mas também pelo facto de parecer uma pessoa completamente desprendida, que apenas se preocupava com a sua diversão e com a sua obsessão por gerar um filho que desse continuação à dinastia Tudor. No entanto, achei interessante o retrato que foi feito ao longo da história porque apenas conhecia a parte dos diversos casamentos e da sua guerra com a Igreja Católica. Já Catalina destaca-se pela sua força e pelo seu engenho. Era uma pessoa bastante inteligente e determinada, caraterísticas que, muito provavelmente, tería herdado da sua mãe. Penso mesmo que acaba por ser impossível não admirar, ainda que um pouco, esta mulher. No entanto, houve momentos em que a achei demasiado obsecada com o objetivo de ser Rainha de Inglaterra levando mesmo a que o seu discurso se tornasse demasiado repetitivo

Uma leitura interessante mas que não aconselharia a quem procura algo rápido. No entanto, parece-me uma boa aposta, especialmente para quem gosta de ficção histórica e que se sinta especialmente curioso em relação às mulheres que fizeram parte da dinastia Tudor. 

Classificação: 3,5 estrelas.

terça-feira, 11 de março de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 7+Balanço Final

Desafio 7.1: Imaginando que todas as personagens principais do vosso livro iam a um baile de máscaras, indiquem de que iam mascaradas, onde seria o baile e uma das muitas músicas que deveriam tocar para eles dançarem.

Hm não sou muito imaginativa para estas coisas ... As personagens principais do meu livro são Catalina (Infanta de Espanha e filha da rainha Isabel), Arthur e Henry VIII Tudor. Acho que vestia esta malta toda muito ao estilo disco, a fazer lembrar o Saturday Night Fever, e metia-os num ringue patinagem. Uma das músicas que não poderia faltar era esta:


Desafio 7.2: A maratona está a chegar ao fim. Que balanço é que fazem? Conseguiram atingir os vossos objetivos?

Nesta maratona li 416 páginas de The Constant Princess. Gostava de ter conseguido acabar o livro, mas a verdade é que não é uma história de leitura rápida e houve momentos em que, pura e simplesmente, não tive vontade de lhe pegar. No entanto, agora que já estou mais perto do final, devo admitir que até estou a gostar mais da história. Em breve deixarei a minha review.