domingo, 30 de março de 2014

El Prisionero del Cielo de Carlos Ruiz Zafón

Sinopse

Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas.
Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.
Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.

A Minha Opinião

Parti para a leitura deste livro com expetativas bastante moderadas. El Juego del Ángel não me conquistou por completo e dada a tendência para considerar o terceiro livro da saga como o mais fraco, pensei muito sinceramente que o melhor seria tentar atirar-me para a leitura de El Prisionero del Cielo sem grandes expetativas. 

O que dizer sobre este livro? Por um lado, adorei voltar a encontrar-me com Daniel e Fermín, as duas personagens que me tinham encantado em La Sombra del Viento. Voltam enquanto protagonistas desta história, mas é o passado de Fermín que ficamos a conhecer melhor. Nas reviews que já tinha lido, havia muita gente que apontava este facto como um dos aspetos negativos deste livro, afirmando inclusivamente que a obra parecia uma mera compilação dos apontamentos do autor sobre esta personagem. No entanto, devo admitir que esta foi precisamente uma das coisas de que mais gostei neste livro. Por um lado, porque Fermín é a minha personagem preferida desta saga e por isso tinha curiosidade em saber mais coisas sobre si, mas por outro, porque permitiu perceber melhor as ligações que existem entre as diferentes personagens e histórias. Penso que ficaram mais claras as ramificações da relação de David com Isabela e com a família Sempere e a forma como tal afetava Daniel. E claro, estando este livro tão focado em Fermín, seria impossível não destacar a sua forma tão peculiar de falar, que por várias vezes me fez rir e fazer caras estranhas em plena viagem de comboio.

Para além disso, gostei das referências a obras como O Conde de Monte Cristo e a Os Miseráveis e a forma como acabavam por se interligar com as vidas dos nosso heróis. É algo que, em geral, gosto de ver nos livros e que neste resultou especialmente bem e que se enquadrava perfeitamente no ambiente gótico e meio onírico que caracteriza as obras de Carlos Ruiz Záfon.

No geral, desfrutei muito mais esta leitura do que El Juego del Ángel. Claro que, em parte, isso teve que ver com Fermín e com Daniel, mas por outro lado penso que também se deveu à própria história. Gostei do facto de ficar a conhecer algumas das coisas que se tinham passado entre os dois primeiros livros da saga, mas reconheço que, ainda assim, queria mais. O livro acabou por se focar muito no passado e pouco avançou quanto ao presente. Deixou em aberto algumas questões e criou um certo suspense para o quarto e último livro da saga o que fez com que, no geral, acabasse por saber a pouco. Acho que o livro acaba por ter um certo ar de novela intermédia do que propriamente a de um romance acabado, algo que acaba por não corresponder à sua dimensão. No entanto, gostei bastante da história e li mais rápido do que estava à espera.

Classificação: 4 estrelas

sexta-feira, 28 de março de 2014

As Minhas Músicas (8)

Vinha ontem a ouvir isto no carro


terça-feira, 25 de março de 2014

Book Haul (4)

Pequeno book haul dos livros adquiridos desde o início de 2014. Tal como já tinha referido anteriormente, não sou pessoa de grandes desvaneios no diz respeito a compras, por isso não costumo acumular livros suficientes em cada mês para fazer haus mensais.

(peço desde já desculpa pela qualidade das fotografias, mas é o que dá fazer as coisas a correr ...)


  • The Constant Princess de Philippa Gregory: já li este livro e podem ler a review que fiz aqui.
  • Cinder de Marissa Meyer: leitura conjunta do mês de Fevereiro e podem ler a minha review aqui.


  • Paper Towns de John Green: uma das minhas resoluções literárias para este ano é, precisamente, a de ler um livro de John Green. Ainda não li nada deste autor, mas estou bastante curiosa em relação ao seu trabalho e por isso quando vi que a Catarina do blog Sonhar de Olhos Abertos tinha este livro à venda, deixei-me levar e aproveitei a oportunidade.
  • Thirteen Reasons Why by Jay Asher: um livro que já constava na minha wishlist há algum tempo e que também comprei à Catarina ;)

  • Ana Karenina de Leão Tolstoi: há bastante tempo que queria ler este livro e o facto de esta ser a escolha para uma leitura conjunta de Abril, pareceu-me a oportunidade perfeita para finalmente atirar-me a este desafio.
  • Diário de um Escândalo de Zöe Heller: foi o único livro que comprei através do concurso da Presença. Confesso que o livro é mais pequeno do que estava à espera, mas espero que seja uma leitura interessante.
Até ao próximo post e boas leituras ;)

sábado, 22 de março de 2014

El Juego del Ángel de Carloz Ruiz Zafón

Sinopse:

Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais. 

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

A Minha Opinião:

Foi com alguma expetativa que comecei a ler o segundo volume da saga El Cementerio de Los Libros Olvidados. Adorei La Sombra del Viento e tinha alguma esperança que este livro conseguisse, não só, manter a aura do primeiro, mas também encantar-me da mesma forma. 

Começando pelos aspetos positivos. Desde logo, o estilo de Carlos Ruiz Zafón. A sua forma de escrever e a composição da sua narrativa continua a fascinar-me e contribui em grande medida para que me deixe envolver nas suas histórias.  Existem sempre várias passagens que merecem ser destacadas e nas quais acabo por me rever.

Para além disso, penso que a nível das personagens o autor também fez um excelente trabalho, especialmente com Isabella. Uma personagem feminina forte, determinada e bastante fiel a quem merecesse a sua admiração. Adorei as sua relação com David Martin e de, apesar de não terem começado da melhor forma, terem criado um laço tão forte entre si. Para além disso, achei que alguns dos seus diálogos era verdadeiramente deliciosos, tendo, inclusivamente, levado a que sorrisse por diversas vezes. Aliás, David parecia ter esse condão. Uma personagem atormentada pelas suas escolhas e pelo seu percurso mas que, ainda assim, conseguia fascinar-me com o seu sarcasmo e com as suas palavras.

Como último aspeto positivo destaco a ligação com a família Sempere. Apesar de ser uma história que ocorre antes dos acontecimento de A Sombra do Vento, gostei do facto de o autor incorporar algo que já me era familiar e de falar no avó de Daniel e da sua já conhecida livraria.

No entanto, há que admitir que este livro não brilhou da mesma forma que o primeiro - pelo menos para mim. Achei que tinha alguns altos e baixos e que houve momentos em que a narrativa se arrastou. Aliás, admito que só depois das primeiras 150 páginas é que me comecei a interessar mais pela história. Não é que o que estivesse a acontecer não fosse interessante; simplesmente não me cativava. 

Para além disso, Cristina - um dos vértices do triângulo amoroso criado com David e Pedro Vidal -  irritou-me em alguns momentos. Achei-a demasiado sofrida e algo manipuladora e, muito sinceramente, a sua faceta mártir não me convenceu. A nível de personagens femininas, Isabella dava 15-0 a Cristina. (Just saying ...)

No geral, uma sequela interessante mas que fica um pouco aquém de A Sombra do Vento. Gostei da ponte feita com a realidade que já era conhecida desse primeiro volume, mas houve alguns aspetos em El Juego del Ángel que acabaram por comprometer o meu encanto e que, inclusivamente, contribuíram para que não me sentisse tão cativada. Para quem gostou de A Sombra do Vento, penso que o melhor será tentar moderar as suas expetativas. O livro é bom e interessante, mas não creio que tenha a mesma magia ...
Classificação: 3,5 estrelas


terça-feira, 18 de março de 2014

Livros Imperdíveis

Acho alguma piada às listas de livros tidos como must reads ou imperdíveis. Gosto de consultá-las e contar os livros que li e aqueles que estão nas minhas estantes à espera da sua vez para serem devorados. Faço-o um pouco na desportiva e sem qualquer obsessão por tentar alcançar um dado patamar para que me possa considerar mais realizada. 


Já consultei algumas, inclusivamente uma que fazia referência aos 1 000 livros que toda a gente deveria ler ao longo da sua vida, mas são as da BBC que acabam por despertar o meu interesse. Verdade seja dita, há livros que constam em qualquer lista deste estilo (especialmente clássicos como Hamlet, O Conde de Monte Cristo e, pelo menos, uma obra de Jane Austen e outra de uma das irmãs Brönte), mas não deixo de ficar algo surpreendida com os critérios segundos os quais essas obras são escolhidas. Aliás, poder-se-ia dizer que são algo falaciosos, na medida em que há uma clara tendência para que a lista se encontre predominantemente composta por obras anglo-saxónicas e para que certos autores sejam sempre mencionados (até parece que não havia mais nenhum que valesse a pena referir!). 

Claro que este tipo de listas acabam sempre por ter um escopo algo limitado. É bastante difícil selecionar apenas 100 livros de entre a miríade de obras e de autores espalhados pelo mundo que, sem dúvida, valerão a pena conhecer. No entanto, é preciso ter em conta que o facto de esses livros constarem numa lista deste género não significar que sejam obras de que toda a gente goste. Aliás, qualquer livro é passível de críticas e haverá sempre quem tenha algo a apontar de menos positivo.

No entanto, e tal como referi anteriormente, até gosto da lista da BBC. Apesar de reunir muitos autores e obras de língua inglesa, inclui livros de outros países e parece-me que, no geral, estamos perante obras perfeitamente acessíveis e que despertariam o interesse de qualquer pessoa, dada a variedade de géneros e épocas.  Podem consultá-la neste link e ver quantos livros é que já leram :) 

De acordo com o que consta no topo da lista, a BBC "pensa" que a maioria das pessoas apenas leu 6 dos livros que constam na sua lista, mas entre utilizadores do Goodreads essa média sobre para os 23.


Fiquei satisfeita com o facto de já ter lido sensivelmente  1/4 da lista e de ter na minha estante outros 6 livros que ainda estão por ler. 

O que é que acham deste tipo de lista? Despertavam-vos alguma curiosidade ou não gostam de consultá-las?

Até ao próximo post e boas leituras :)

domingo, 16 de março de 2014

TAG: Livros Grandes

Apetecia-me fazer um post com muitas fotos e com pouco texto e por isso resolvi responder a uma TAG. Desta vez escolhi a TAG dos livros grandes (vídeo original aqui) e o objetivo é, essencialmente, identificar os 5 maiores livros que já lemos (por ordem crescente) e depois indicar 2 livros grandes que ainda não tenhamos lido.

Livros lidos






Harry Potter e a Ordem de Fénix de J.K. Rowling

750 páginas 






 Amanhecer de Stephanie Meyer

753 páginas















O Nome do Vento de Patrick Rothfuss

778 páginas
















O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas

875 páginas













Scarlett de Alexandra Ripley

957 páginas






Livros a ler






Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas

636 páginas  













(livro que já estou a ler)

El Juego del Ángel de Carlos Ruiz Zafón

667 páginas








Boas leituras e até ao próximo post :)

sexta-feira, 14 de março de 2014

#Friday Reads (25)

Este fim de semana irei dedicar-me ao livro El Juego del Ángel de Carlos Ruiz Záfon. Adorei La Sombra del Viento (é um dos meus livros preferidos), por isso estou bastante curiosa em relação ao segundo volume da saga El Cementerio de los Libros Olvidados. 

Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

Até ao momento li cerca de 200 páginas e, tenho de admitir, não estou a gostar tanto como do primeiro livro, mas penso que a história é interessante. Durante as primeiras páginas não houve nada que me fascinasse, mas penso que cheguei agora a um ponto em que a história irá espevitar mais.