Nestas últimas semanas, tenho andado numa de Mumford & Sons. A música que aqui deixo hoje é uma das que mais me tem cativado no seu primeiro CD.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
El Ruido de las Cosas al Caer de Juan Gabriel Vásquez
Sinopse
Tan pronto conoce a
Ricardo Laverde, el joven Antonio Yammara comprende que en el pasado de
su nuevo amigo hay un secreto, o quizá varios. Su atracción por la
misteriosa vida de Laverde, nacida al hilo de sus encuentros en un
billar, se transforma en verdadera obsesión el día en que éste es
asesinado.
Convencido de que resolver el enigma de Laverde le señalará un camino en su encrucijada vital, Yammara emprende una investigación que se remonta a los primeros años setenta, cuando una generación de jóvenes idealistas fue testigo del nacimiento de un negocio que acabaría por llevar a Colombia —y al mundo— al borde del abismo. Años después, la exótica fuga de un hipopótamo, último vestigio del imposible zoológico con el que Pablo Escobar exhibía su poder, es la chispa que lleva a Yammara a contar su historia y la de Ricardo Laverde, tratando de averiguar cómo el negocio del narcotráfico marcó la vida privada de quienes nacieron con él.
Convencido de que resolver el enigma de Laverde le señalará un camino en su encrucijada vital, Yammara emprende una investigación que se remonta a los primeros años setenta, cuando una generación de jóvenes idealistas fue testigo del nacimiento de un negocio que acabaría por llevar a Colombia —y al mundo— al borde del abismo. Años después, la exótica fuga de un hipopótamo, último vestigio del imposible zoológico con el que Pablo Escobar exhibía su poder, es la chispa que lleva a Yammara a contar su historia y la de Ricardo Laverde, tratando de averiguar cómo el negocio del narcotráfico marcó la vida privada de quienes nacieron con él.
A Minha Opinião
Este livro acabou por despertar a minha atenção por dois motivos: por um lado, pelo facto de se passar na Colombia (país sobre o qual sei pouco) e ter alguma ligação a Pablo Escobar e, por outro, pelo facto de ser um livro premiado. Não posso dizer que a sinopse, só por si, tenha sido suficiente para me cativar, mas a conjugação desses elementos acabou por me levar a comprá-lo.Como podem ver, não parti para esta leitura com expetativas especialmente elevadas e penso que isso jogou a seu favor e fez com que apreciasse muito mais a sua história.
Este é, sem dúvida, um daqueles livros que, a princípio, parecem ser relativamente simples ou básicos quanto à sua premissa, mas depois de ler as primeiras páginas apercebemo-nos de que, na realidade, oferece muito mais do que aquilo que inicialmente poderiamos pensar. Aliás, é precisamente a sua aparente simplicidade que atrai o leitor e que leva a que se deixe envolver pela história de Antonio Yammara e da sua amizade com Ricardo Laverde, um homem bastante enigmático ao início, mas cujo passado vamos conhecendo aos poucos.
Yammara e Ricardo não são propriamente personagens que se assemelhem. A sua amizade foi fruto de um mero acaso e a verdade é que Yammara pouco sabe sobre Ricardo, o que acaba por se tornar numa verdadeira obsessão depois de este ser assassinado. Aliás, são as sensações de vazio, de obsessão por saber mais e, de alguma forma, distanciamento da realidade que contribuem para o tom melancólico que acompanha toda esta narrativa, algo muito bem conseguido por Juan Gabriel Vásquez e que em momento algum enfada o leitor.
Gostei bastante da forma como o passado de Ricardo foi desvendado e de ficarmos a conhecer melhor a sua família, especialmente Elaine (ou Elena, como era tratada na Colombia) a mulher com quem partilhou a sua vida e com quem teve uma filha, Maya. Ricardo não passava de um sonhador - e, de certa forma, algo ingénuo -, característica que partilhava com Elaine, mas enquanto esta dedicava os seus esforços ao voluntariado e a a ajudar em zonas mais rurais da Colombia, ele aplicava os seus talentos ao narcotráfico e isso acabou por lhe custar a sua liberdade.
Além disso, a própria forma como esses detalhes eram partilhados era bastante interessante, em especial pela forma como afetava a vida de Antonio e Maya, meros ouvintes e leitores de algumas casseste e cartas que permitiram unir as pontas soltas e traçar a história de Ricardo e Elaine. Viviam-no de forma especialmente intensa e isso acabava por conduzi-los a momentos de maior introspeção e de auto análise.
No geral, um livro que me surpreendeu pela positiva e que me agradou bastante. Não é propriamente uma leitura animada, mas dá-nos um retrato de um país que ficou marcado pelo "reinado" de Pablo Escobar, em que o medo acabou por marcar uma geração inteira. É um livro sobre amizade e sobre o amor nascido em tempos menos propícios ou marcado por acontecimentos traumatizantes que nos cativa com as suas personagens e com as suas histórias.
Classificação: 4 estrelas
sábado, 12 de abril de 2014
Afinal não estou desaparecida
É verdade, estou de volta. Estas últimas semana foram complicadas e o tempo livre deixou de existir. Dentro dos próximos dias espero voltar a um ritmo de postagem decente e ir publicando algumas reviews, tags and other fun posts. ;)
sexta-feira, 4 de abril de 2014
TAG: Viajando na Leitura
Hoje trago uma TAG, desta vez passada pela Jojo d'Os Desvaneios da Jojo. Esta TAG consiste em, essencialmente, indicar a melhor viagem viagem feita através de um livro e qual o livro em questão.
É uma pergunta díficil, tenho de admitir. Penso que para esta TAG terei de voltar a falar em La Sombra del Viento - na realidade, posso falar nos três livros da saga - e sim, sei que me estou a tornar repetitiva, mas a verdade é que este livro mexeu comigo a vários níveis e a questão da viagem foi um deles. Eu li este livro depois de ter visitado Barcelona e quando estava a lê-lo gostei do facto de conseguir reconhecer os sitios a que as personagens e o narrador se referiam. Acabei por ter uma visão muito mais clara dos locais mencionados (ainda que com uma perspectiva um pouco desfasada no tempo) e levou a que conseguisse visualizar melhor algumas das cenas descritas no livro. O facto de ter conseguido aliar as minhas memórias da cidade ao que estava a acontecer no livro contribuiu para que me deixasse levar pelo seu enredo, pelas suas personagens e pelas suas paisagens.
Espero que tenham gostado da resposta. Mais uma vez, obrigada à Jojo por me passar esta TAG :)
terça-feira, 1 de abril de 2014
Balanço Leituras: Março
Eis o meu balanço de leituras de Março. Devo dizer que fiquei satisfeita com as minhas leituras deste mês, não só porque li 4 livros com mais de 350 páginas, mas também porque consegui avançar um pouco mais nos meus desafios literários.
- A Rainha no Palácio das Correntes de Ar de Stieg Larsson: último livro da trilogia Millenium. Devorada e adorada, uma trilogia simplesmente fantástica. Podem ler a minha review deste livro aqui.
- The Constant Princess de Philippa Gregory: foi o meu primeiro livro desta autora e apesar de ter gostado de algumas coisas, penso que noutras acabava por ser um pouco chato. No entanto, fiquei com alguma curiosidade em relação ao seu trabalho e penso que irei ler outro dos seus livros. Review deste livro aqui.
- El Juego del Ángel de Carlos Ruiz Záfon: segundo volume da saga El Cementerio de los Libros Olvidados e que, apesar de ter gostado, não chegou ao mesmo nível que A Sombra do Vento. Review aqui.
- El Prisionero del Cielo de Carlos Ruiz Záfon: apesar de ser apontado por muitos como o mais fraco dos volumes publicados até agora, confesso que gostei mais deste livro do que do anterior. No entanto, não posso negar facto de deixar muitas questões em aberto. Review aqui.
- No Such Thing as Love de Naina Kamal: um pequeno conto, com uma história incrivelmente romântica (demasiado para o meu gosto). Não é uma leitura extraordinária, mas sempre deu para distrair um pouco.
A nível de desafios literários, os meus progressos foram os seguintes:
- Desafio A a Z: aqui não houve avanço, verdade seja dita. Para já, este desafio está em stand-by.
- Desafio 5x5: fiz algumas alterações na minha lista (podem consultá-la aqui) e consegui completar mais duas séries/trilogias e foram elas a Millenium de Stieg Larsson e El Cementerio de los Libros Olvidados de Carlos Ruiz Zafón.
- Mount TBR: li mais 3 livros da minha lista (podem consultá-la aqui) e foram eles os que me ajudaram a terminar as séries/sagas indicadas anteriormente. Singifica que, este mês, consegui ultrapassar a minha quota para estar a par neste desafio.
domingo, 30 de março de 2014
El Prisionero del Cielo de Carlos Ruiz Zafón
Sinopse
Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas.
Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.
Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.
Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.
Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.
A Minha Opinião
Parti para a leitura deste livro com expetativas bastante moderadas. El Juego del Ángel não me conquistou por completo e dada a tendência para considerar o terceiro livro da saga como o mais fraco, pensei muito sinceramente que o melhor seria tentar atirar-me para a leitura de El Prisionero del Cielo sem grandes expetativas.
O que dizer sobre este livro? Por um lado, adorei voltar a encontrar-me com Daniel e Fermín, as duas personagens que me tinham encantado em La Sombra del Viento. Voltam enquanto protagonistas desta história, mas é o passado de Fermín que ficamos a conhecer melhor. Nas reviews que já tinha lido, havia muita gente que apontava este facto como um dos aspetos negativos deste livro, afirmando inclusivamente que a obra parecia uma mera compilação dos apontamentos do autor sobre esta personagem. No entanto, devo admitir que esta foi precisamente uma das coisas de que mais gostei neste livro. Por um lado, porque Fermín é a minha personagem preferida desta saga e por isso tinha curiosidade em saber mais coisas sobre si, mas por outro, porque permitiu perceber melhor as ligações que existem entre as diferentes personagens e histórias. Penso que ficaram mais claras as ramificações da relação de David com Isabela e com a família Sempere e a forma como tal afetava Daniel. E claro, estando este livro tão focado em Fermín, seria impossível não destacar a sua forma tão peculiar de falar, que por várias vezes me fez rir e fazer caras estranhas em plena viagem de comboio.
Para além disso, gostei das referências a obras como O Conde de Monte Cristo e a Os Miseráveis e a forma como acabavam por se interligar com as vidas dos nosso heróis. É algo que, em geral, gosto de ver nos livros e que neste resultou especialmente bem e que se enquadrava perfeitamente no ambiente gótico e meio onírico que caracteriza as obras de Carlos Ruiz Záfon.
No geral, desfrutei muito mais esta leitura do que El Juego del Ángel. Claro que, em parte, isso teve que ver com Fermín e com Daniel, mas por outro lado penso que também se deveu à própria história. Gostei do facto de ficar a conhecer algumas das coisas que se tinham passado entre os dois primeiros livros da saga, mas reconheço que, ainda assim, queria mais. O livro acabou por se focar muito no passado e pouco avançou quanto ao presente. Deixou em aberto algumas questões e criou um certo suspense para o quarto e último livro da saga o que fez com que, no geral, acabasse por saber a pouco. Acho que o livro acaba por ter um certo ar de novela intermédia do que propriamente a de um romance acabado, algo que acaba por não corresponder à sua dimensão. No entanto, gostei bastante da história e li mais rápido do que estava à espera.
Classificação: 4 estrelas






