segunda-feira, 21 de abril de 2014

TAG: Venha o Diabo e Escolha

Esta Tag foi-me passada pelo José de O Blog de um tal José (muito obrigado!) e consiste, essencialmente, em responder a 10 questões (bastante!) dificeis para qualquer fã da leitura e dos livros.



1 - Preferias só poderes ler um livro por ano e saberes que ias adorá-lo imenso ou leres vários e não gostares muito deles?

Hmmm pergunta bastante díficil. Não sou grande fã de repetir leituras, mas penso que neste caso acabaria por fazê-lo. Não gostaria de passar um ano inteiro a ler livros que, na realidade, nunca me agradariam. 

2 - Preferias nunca conhecer o teu autor(a) preferido (a) ou nunca mais poderes ler mais livros do(a) mesmo(a) a partir deste momento?

Aqui não há grandes dúvidas! Preferia não conhecer o autor a abdicar dos seus livros. Não sou daquelas pessoas que faça grande questão de conhecer autores, algo que até acaba por ser bom tendo em conta que alguns dos meus preferidos já morreram há algum tempo.

3 - Preferias ser obrigado a ver sempre os filmes antes de leres os livros ou nunca veres os filmes?

Apesar de, em geral, preferir ler primeiro o livro e só depois ver o filme, confesso que aqui não me importaria de inverter essa ordem. Acho que é bem melhor ver o filme antes do que nunca poder vê-los.

4 - Preferias matar uma das tuas personagens preferidas de sempre ou deixar um dos piores vilões escapar impune?

Penso que não me importava de deixar escapar o vilão. Confesso que por vezes gosto de torcer pelos vilões, especialmente quando são engenhosos, inteligentes e intrigantes.
5 - Preferias ser um tributo nos Jogos da Fome ou que a pessoa mais importante no mundo fosse?

Seria eu. 

6 - Preferias que a tua série preferida de sempre não tivesse existido ou que o(a) autor(a) nunca a conseguisse acabar?

Apesar de já ter sentido a sensação de vazio por gostar de uma série que não chegou a ser terminada (trilogia Millenium como o exemplo mais flagrante), penso que preferia esse cenário a nunca ter conhecido sequer a saga. Pode ser mau, uma vez que a saga no seu conjunto, regra geral, contribui largamente para a qualidade e desenvolvimento da história e personagens, mas acho que é preferivel conhecer, ainda que só uma parte, do que perder algo que pode mexer comigo.
7 - Preferias nunca ter conhecido esta comunicade literária da Internet ou teres de deixar de fazer parte dela, para sempre, obrigatoriamente?

Bastante díficil esta questão. Acho que era preferivel nunca ter conhecido, porque assim não sentiria desgosto de não poder fazer parte.
8 - Preferias que um livro que encomendaste chegasse a tua casa numa edição super feia, mas em ótimas condições ou que chegasse a tua casa na edição que querias, mas toda estragada e sem que pudesses reclamar?

Preferia a feia lol verdade seja dita, apesar de gostar de um capa bonita (quem é que não gosta), não deixaria de ler um livro por não ser tão fofinho ou cuchicuchi como inicialmente gostaria.
9 - Preferias que os teus livros, por conta de uma tragédia, ardessem ou se afogassem?

Não há uma terceira opção??? Hmmmmm acho que preferia que ardessem ... Pode ser drástico, mas acho preferivel que eles desapareçam por completo a vê-los num mau estado e sem hipótese de recuperá-los (nem sempre o secador consegue fazer milgares :S)
10 - Preferias rasgar a capa de um livro ou sujá-la com algo que não saia?

Rasgar, definitivamente. A partir daí ainda há hipótese de remediar a situação. Com as manchas isso já seria mais complicado.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

#Friday Reads (26)

Ora muito bem, eis o meu programa de leituras para este fim de semana de Páscoa.

Em primeiro lugar, gostaria de terminar um livro que comecei esta semana e sobre o qual terei de escrever uma review. Chama-se Deadly Secret e é de Boris Riskin, um autor que desconhecia. Deixo-vos a sinopse deste livro:

Jake Wanderman is not your average retired teacher and Shakespeare maven. He’s tangled with the Russian Mafia and assassins in Jerusalem and come out triumphant. Now his childhood friend’s long-lost daughter is a suspect in a murder investigation and Jake’s help is needed. The daughter flees to London and he follows, searching for clues. Instead, he uncovers rape, suicide, and secret identities. And falling in love with the female detective on the case only complicates the issue.
Like Sam Spade phoning in his reports to Effie, Jake Wanderman talks us through this corkscrew case in his own inimitable, Brooklyn-wise-guy style while quoting Shakespeare at every opportunity.

Até agora tem sido uma leitura interessante, apesar de já ter lido melhor. No entanto, e do que li de outras reviews, é um livro que ao início pode não cativar tanto, mas que, há medida que a história progride, vai melhorando.

Para além disso, e uma vez que terei de uma longa viagem de carro pela frente, espero conseguir pelo menos um dos livros de Uma Aventura que comprei recentemente: Uma Aventura no Bosque e Uma Aventura em Alto Mar.

Boa Páscoa e até ao próximo post ;)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ana Karenina de Leão Tolstoi

Sinopse

Ana Karenina parece ter tuddopo – beleza, dinheiro, popularidade e um filho adorado. Mas sente um vazio na sua vida até ao momento em que conhece o arrebatador conde Wronsky. A relação que em breve se inicia entre ambos escandaliza a sociedade e a família, e traz no seu encalce ciúme e amargura.
Em contraste com esta história de amor e autodestruição, encontramos Constantino Levine, um homem em busca da felicidade e de um sentido para a sua vida.




A Minha Opinião

Este é um daqueles livros que constava na minha lista de clássicos a ler já há bastante tempo, mas que até ao momento ainda não tinha tido coragem de pegar. Despertava a minha curiosidade por ser um clássico da literatura russa e de ter uma história tão focada na vida de uma mulher. No entanto, tinha algum receio que a narrativa se revelasse algo arrastada, o que, aliado ao tamanho da obra, poderia levar a que a sua leitura se revelasse bastante custosa. Felizmente, Ana Karenina revelou-se uma agradável surpresa e acabei por lê-lo muito mais rápido do que inicialmente esperava.

Fiquei desde logo surpreendida com o estilo de Tolstoi e pelo retrato que ele fez da sociedade russa do século XIX. Pensava, muito sinceramente, que a narrativa seria arrastada e demasiado marcada pela época em que o livro foi publicado, mas deparei-me com uma obra pouco pesada e cativante. Ainda que por vezes os diálogos se dedicassem à política ou filosofia, eram bastante interessantes e apelavam à reflexão e as descrições permitiam imaginar os cenários da história com alguma clareza e sem maçar o leitor. Para além disso, a contraposição feita entre classes - uma alta sociedade hipócrita e demasiado preocupada com aparências e uma classe pobre que, apesar do seu trabalho árduo, recebia salários bastante baixos - e a vida na cidade e no campo permitia, não só, contextualizar a obra, mas também conhecer a sociedade da altura e perceber os atritos que existiam e a forma como as pessoas os viviam.

No entanto, essa não é a única realidade destacada em Ana Karenina. O adultério assume especial relevância, percebendo-se as diferenças que socialmente eram estabelecidas para a mulher e para o homem. É evidente a crítica do autor à hipocrisia da época e a forma como utilizou Ana e o seu irmão para expor os dois extremos do tema é magistral. Uma traição perpetrada por um homem era algo (praticamente) natural e visto como um mal inevitável dos casamentos em que o marido já não se sente sexualmente atraído pela sua mulher. Em suma, considera-se como um comportamento perfeitamente justificavel e cabia à mulher aceitá-lo e seguir com a sua vida como se nada tivesse acontecido. Já Ana, ao assumir o seu romance com Wronsky, é ostracizada pela sociedade e passa a ser considerada como uma mulher desonrada e escandalosa que não soube respeitar a moral e a posição do seu marido. As consequências da sua escolha são avassaladoras, comprometendo, não só, a sua posição social, mas também a relação com o seu filho.

Já no que diz respeito às personagens, devo admitir que fiquei algo dececionada. Não gostei de Ana. Achei-a demasiado caprichosa, possessiva e insatisfeita e apesar de perceber o sofrimento a que ficou submetida pela escolha entre seguir as convenções sociais da época e seguir aquilo que a faria feliz, não consegui sentir grande empatia por ela. Wronsky e Karenine também não eram especialmente cativantes, mas confesso que acabaram por despertar mais o meu interesse e por apelar à minha simpatia. Honestamente, penso que o primeiro fez o que era humanamente possível para sustentar a sua relação com Ana e que Karenine, apesar da sua frieza e distanciamento, apelava pelo seu intelecto. Por fim, destaco ainda Kitty e Levine, casal com o qual comparávamos a relação de Ana e Wronsky. Gostei destas personagens, pelo seu romance e, principalmente, pelos dilemas de Levine, um homem do campo pouco habituado às exigência da vida na cidade, que dedicava uma grande porção do seu tempo a reflexões sobre a morte e a fé.

No geral, uma leitura bastante agrádavel e interessante, não só pelo retrato da sociedade da época, mas também pela forma como o autor utilizou as personagens para representar os seus principais sectores - os latifundiários, os militares, os nobres, os eruditos mais dados à política e à filosofia e os trabalhadores rurais. Para além disso, a forma como aborda o conflito entre a concretização pessoal e o seguir as convenções sociais está muito bem elaborada nesta obra, tornando-se mesmo num dos seus principais temas, a par do adultério. Uma leitura que recomendo vivamente. 

Classificação: 4 estrelas

quarta-feira, 16 de abril de 2014

As Minhas Músicas (9)

Nestas últimas semanas, tenho andado numa de Mumford & Sons. A música que aqui deixo hoje é uma das que mais me tem cativado no seu primeiro CD.


domingo, 13 de abril de 2014

El Ruido de las Cosas al Caer de Juan Gabriel Vásquez

Sinopse

Tan pronto conoce a Ricardo Laverde, el joven Antonio Yammara comprende que en el pasado de su nuevo amigo hay un secreto, o quizá varios. Su atracción por la misteriosa vida de Laverde, nacida al hilo de sus encuentros en un billar, se transforma en verdadera obsesión el día en que éste es asesinado.

Convencido de que resolver el enigma de Laverde le señalará un camino en su encrucijada vital, Yammara emprende una investigación que se remonta a los primeros años setenta, cuando una generación de jóvenes idealistas fue testigo del nacimiento de un negocio que acabaría por llevar a Colombia —y al mundo— al borde del abismo. Años después, la exótica fuga de un hipopótamo, último vestigio del imposible zoológico con el que Pablo Escobar exhibía su poder, es la chispa que lleva a Yammara a contar su historia y la de Ricardo Laverde, tratando de averiguar cómo el negocio del narcotráfico marcó la vida privada de quienes nacieron con él.

A Minha Opinião

Este livro acabou por despertar a minha atenção por dois motivos: por um lado, pelo facto de se passar na Colombia (país sobre o qual sei pouco) e ter alguma ligação a Pablo Escobar e, por outro, pelo facto de ser um livro premiado. Não posso dizer que a sinopse, só por si, tenha sido suficiente para me cativar, mas a conjugação desses elementos acabou por me levar a comprá-lo.Como podem ver, não parti para esta leitura com expetativas especialmente elevadas e penso que isso jogou a seu favor e fez com que apreciasse muito mais a sua história. 

Este é, sem dúvida, um daqueles livros que, a princípio, parecem ser relativamente simples ou básicos quanto à sua premissa, mas depois de ler as primeiras páginas apercebemo-nos de que, na realidade, oferece muito mais do que aquilo que inicialmente poderiamos pensar. Aliás, é precisamente a sua aparente simplicidade que atrai o leitor e que leva a que se deixe envolver pela história de Antonio Yammara e da sua amizade com Ricardo Laverde, um homem bastante enigmático ao início, mas cujo passado vamos conhecendo aos poucos.

Yammara e Ricardo não são propriamente personagens que se assemelhem. A sua amizade foi fruto de um mero acaso e a verdade é que Yammara pouco sabe sobre Ricardo, o que acaba por se tornar numa verdadeira obsessão depois de este ser assassinado. Aliás, são as sensações de vazio, de obsessão por saber mais e, de alguma forma, distanciamento da realidade que contribuem para o tom melancólico que acompanha toda esta narrativa, algo muito bem conseguido por Juan Gabriel Vásquez e que em momento algum enfada o leitor.

Gostei bastante da forma como o passado de Ricardo foi desvendado e de ficarmos a conhecer melhor a sua família, especialmente Elaine (ou Elena, como era tratada na Colombia) a mulher com quem partilhou a sua vida e com quem teve uma filha, Maya. Ricardo não passava de um sonhador - e, de certa forma, algo ingénuo -, característica que partilhava com Elaine, mas enquanto esta dedicava os seus esforços ao voluntariado e a a ajudar em zonas mais rurais da Colombia, ele aplicava os seus talentos ao narcotráfico e isso acabou por lhe custar a sua liberdade.

Além disso, a própria forma como esses detalhes eram partilhados era bastante interessante, em especial pela forma como afetava a vida de Antonio e Maya, meros ouvintes e leitores de algumas casseste e cartas que permitiram unir as pontas soltas e traçar a história de Ricardo e Elaine. Viviam-no de forma especialmente intensa e isso acabava por conduzi-los a momentos de maior introspeção e de auto análise.

No geral, um livro que me surpreendeu pela positiva e que me agradou bastante. Não é propriamente uma leitura animada, mas dá-nos um retrato de um país que ficou marcado pelo "reinado" de Pablo Escobar, em que o medo acabou por marcar uma geração inteira. É um livro sobre amizade e sobre o amor nascido em tempos menos propícios ou marcado por acontecimentos traumatizantes que nos cativa com as suas personagens e com as suas histórias.

Classificação: 4 estrelas

sábado, 12 de abril de 2014

Afinal não estou desaparecida

É verdade, estou de volta. Estas últimas semana foram complicadas e o tempo livre deixou de existir. Dentro dos próximos dias espero voltar a um ritmo de postagem decente e ir publicando algumas reviews, tags and other fun posts. ;)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

TAG: Viajando na Leitura

Hoje trago uma TAG, desta vez passada pela Jojo d'Os Desvaneios da Jojo. Esta TAG consiste em, essencialmente, indicar a melhor viagem viagem feita através de um livro e qual o livro em questão.






É uma pergunta díficil, tenho de admitir. Penso que para esta TAG terei de voltar a falar em La Sombra del Viento - na realidade, posso falar nos três livros da saga - e sim, sei que me estou a tornar repetitiva, mas a verdade é que este livro mexeu comigo a vários níveis e a questão da viagem foi um deles. Eu li este livro depois de ter visitado Barcelona e quando estava a lê-lo gostei do facto de conseguir reconhecer os sitios a que as personagens e o narrador se referiam. Acabei por ter uma visão muito mais clara dos locais mencionados (ainda que com uma perspectiva um pouco desfasada no tempo) e levou a que conseguisse visualizar melhor algumas das cenas descritas no livro. O facto de ter conseguido aliar as minhas memórias da cidade ao que estava a acontecer no livro contribuiu para que me deixasse levar pelo seu enredo, pelas suas personagens e pelas suas paisagens.

Espero que tenham gostado da resposta. Mais uma vez, obrigada à Jojo por me passar esta TAG :)