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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Book to Movie: The Book Thief

Uma das minhas leituras preferidas de 2013 foi A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak. Tem uma história fantástica, que nos envolve desde as primeiras páginas e que nos cativa pela sua perspetiva única e pelas suas personagens. É um livro que, à primeira vista, pode parecer ligeiro ou orientado para um público mais jovem, mas facilmente percebemos que é uma história complexa, especialmente no que diz respeito ao comportamento humano e às mensagens que estão inerentes a toda a narrativa do autor.

Quando soube que iria sair uma adaptação cinematográfica deste livro fiquei um pouco dividida. Por um lado, queria associar imagens ao que tinha lido e comprovar se o que tinha imaginado correspondia à visão do realizador. Contudo, também estava com algum receio que não conseguissem transmitir a essência da história e de o filme não fazer a devida justiça ao livro e às suas personagens. Tentei não elevar demasiado as minhas expetativas e por isso no fim de semana passado decidi, finalmente, ver o filme. 

Apesar de em geral ter gostado do filme e de achar que Geoffrey Rush foi uma excelente escolha para o papel de Hans Hubermann, acabei por ficar algo desiludida com alguns aspectos. Penso que o filme se centrou demasiado na amizade de Liesel e de Max e não tanto na sua relação com Hans, para além de que este acabou por ter um papel muito mais secundário no filme do que no livro. No entanto, admito que possa ter ficado com essa impressão porque Hans era a minha personagem preferida e por isso esperava que tivesse um papel mais central no filme ... 

No entanto, reconheço que a cumplicidade entre Liesel e Max transpareceu bastante bem no grande ecrã. Para além disso, destaco ainda Rudy. Gostei bastante de Nico Liersch, da forma como encarnou essa personagem tão sonhadora e protetora de Liesel, assim como da sua amizade com ela.

Em suma, um bom filme que vale a pena ver mas que, na minha opinião, não enche as medidas da mesma forma que o livro.

Classificação: 4 estrelas.

 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Book to Movie: Warm Bodies

Hoje trago-vos uma das novas rubricas que quero adotar aqui no blog. Gosto bastante de cinema e acho sempre interessante ver de que forma adaptam os livros que leio. A possibilidade de ver o mundo que imaginei transposto para a tela é sempre algo que desperta a minha curiosidade, ainda que nem sempre fique plenamente satisfeita com o resultado.

Apesar de ter lido e visto a adaptação cinematográfica de Warm Bodies no início de 2013, achei que esta seria uma boa história para começar, tendo em conta que foi a primeira história de zombies de que gostei.

Para quem ainda não leu o livro ou não conhece a história, fica aqui a sinopse:

R é um jovem com uma crise existencial – ele é um zombie. Ele vagueia por uma América destruída pela guerra, pelo colapso social, e pela fome desmesurada dos seus companheiros mortos-vivos, mas ele anseia algo mais que sangue e cérebros. Ele pode falar somente algumas sílabas grunhidas, mas a sua vida interior é profunda, plena de maravilha e desejo. Ele não tem quaisquer memórias, nem identidade, nem pulsação, mas tem sonhos.

Depois de vivenciar as memórias de um menino adolescente ao consumir o seu cérebro, R faz uma escolha inesperada que começa com um tenso, desajeitado, e estranhamente doce relacionamento com a namorada humana da vítima. Julie é uma explosão de cor no meio da sombria e cinzenta paisagem que cerca R.

A sua decisão de protegê-la vai transformar não apenas R, mas também o seu companheiro Morto, e talvez o seu mundo inteiro.

Adorei este livro pela abordagem do autor, pelas personagens e pelo facto de esta não ser típica história sobre zombies. Foi um dos melhores livros que li em 2013 e claro, tinha imensa curiosidade em ver o filme e posso dizer que não  fiquei dececionada! 

Achei que o casting tinha sido bem feito, especialmente na escolha do ator que fazia R - Nicholas Hoult. Apesar de não ser um filme hilariante, gostei das notas de humor que integravam os diálogos, característica também presente no livro e que souberam transpor para o filme. Quanto às personagens, R e M foram, sem dúvida, os meus preferidos, especialmente pela sua relação de amizade.

O único ponto negativo que aponto ao filme foi o facto de ter arrumado a história de uma forma demasiado definitiva, algo que me fez alguma confusão tendo em conta os planos de Isaac Marion para continuar a história e transformá-la numa trilogia. Isso fez com que o filme deixasse demasiadas questões em aberto e que acabasse por "saber a pouco" em certas partes.

Fica aqui o trailer para quem tiver alguma curiosidade em relação ao filme:


Até ao próximo post e boas leituras :)