sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

#Friday Reads (24)

Começa este fim de semana - dia 1 de Março - mais uma maratona literária promovida pelo grupo do Goodreads. A 42º maratona será novamente em equipas e terá como desafio opcional ler um livro cuja ação decorra num local tipicamente carnavalesco - Brasil, Noa Orleães, Veneza ... Muito sinceramente, não sei se irei completar este desafio ...

Este fim de semana irei começar a minha maratona com A Rainha no Palácio das Correntes de Ar de Stieg Larsson. Já comecei este livro e, até agora, li sencivelmente um terço da história. A ideia é conseguir avançar o máximo possível durante estes dias, para na próxima semana já estar a pegar noutros livros para as maratonas literárias (sim, porque vai haver uma outra maratona das Viagens (In)Esperadas hehe).

Deixo aqui a sinopse do livro:

Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?

Até ao próximo post e boas leituras :)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Book to Movie: The Book Thief

Uma das minhas leituras preferidas de 2013 foi A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak. Tem uma história fantástica, que nos envolve desde as primeiras páginas e que nos cativa pela sua perspetiva única e pelas suas personagens. É um livro que, à primeira vista, pode parecer ligeiro ou orientado para um público mais jovem, mas facilmente percebemos que é uma história complexa, especialmente no que diz respeito ao comportamento humano e às mensagens que estão inerentes a toda a narrativa do autor.

Quando soube que iria sair uma adaptação cinematográfica deste livro fiquei um pouco dividida. Por um lado, queria associar imagens ao que tinha lido e comprovar se o que tinha imaginado correspondia à visão do realizador. Contudo, também estava com algum receio que não conseguissem transmitir a essência da história e de o filme não fazer a devida justiça ao livro e às suas personagens. Tentei não elevar demasiado as minhas expetativas e por isso no fim de semana passado decidi, finalmente, ver o filme. 

Apesar de em geral ter gostado do filme e de achar que Geoffrey Rush foi uma excelente escolha para o papel de Hans Hubermann, acabei por ficar algo desiludida com alguns aspectos. Penso que o filme se centrou demasiado na amizade de Liesel e de Max e não tanto na sua relação com Hans, para além de que este acabou por ter um papel muito mais secundário no filme do que no livro. No entanto, admito que possa ter ficado com essa impressão porque Hans era a minha personagem preferida e por isso esperava que tivesse um papel mais central no filme ... 

No entanto, reconheço que a cumplicidade entre Liesel e Max transpareceu bastante bem no grande ecrã. Para além disso, destaco ainda Rudy. Gostei bastante de Nico Liersch, da forma como encarnou essa personagem tão sonhadora e protetora de Liesel, assim como da sua amizade com ela.

Em suma, um bom filme que vale a pena ver mas que, na minha opinião, não enche as medidas da mesma forma que o livro.

Classificação: 4 estrelas.

 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

As Minhas Músicas (7)

Simplesmente porque queria ouvir uma música que me fizesse esboçar um sorriso.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 8




Desafio 8: Faz um balanço final das tuas leituras. Quantos livros/países leste? Qual o número total de páginas lidas?

E mais uma maratona literária chega ao fim, mas desta vez estou orgulhosa de mim porque consegui cumprir os meus planos. No início desafiei-me a ler Glitches, de Marissa Meyer e a terminar Crime e Castigo de Dostoievski e La Ciudad Ausente de Ricardo Piglia. Consegui cumprir este meu plano e desta forma consegui "viajar" por 3 países: EUA, Rússia e Argentina. A nível de páginas, o resultado é modesto: apenas 279 páginas.

Mais uma vez dou os meus parabéns à Catarina e à Silvana pelo excelente trabalho que têm feito com estas maratonas :)



Crime e Castigo de Fiódor Dostoievski

Sinopse

Raskólnikov, um estudante pobre e desesperado, vagueia pelos bairros degradados de São Petersburgo e comete um assassínio. A vítima é uma velha usurária. Raskólnikov imagina-se um grande homem, agindo por uma causa que está para além das convenções da lei moral e o coloca acima do comum dos mortais. O seu acto é praticado com uma mistura de sangue frio e exaltado misticismo. Mas quando inicia um jogo do gato e do rato com um polícia, Raskólnikov é cada vez mais perseguido pela voz da sua consciência. Apenas Sónia, uma prostituta, lhe concede a possibilidade de redenção.

O crime de Raskólnikov foi inspirado no assassínio de duas mulheres, com um machado, ocorrido em 1865. Mas, pela mão de Dostoievski, transforma-se numa intensa narrativa, um protagonista desenraizado em busca de afirmação, uma obra em que confluem elementos psicológicos, sociais, éticos e filosóficos.

A obra foi inicialmente publicada por capítulos, em 1866, no Mensageiro Russo.

A Minha Opinião

Escrever uma pequena review de Crime e Castigo não é tarefa fácil. Desde logo porque é um clássico da literatura russa (quase que poderia dizer incontornável) bastante elogiado, mas também porque é uma história verdadeiramente complexa, com personagens que dificilmente poderão ser caracterizadas como lineares e que levanta questões muito pertinentes do ponto de vista moral que não deixam de levar o leitor a ponderar sobre elas. No entanto, deixarei aqui a minha humilde opinião e as impressões com que fiquei ao ler esta obra.

"É a doença que engendra o crime ou é o próprio crime que, pela sua natureza especial, é sempre acompanhado por uma espécie de doença?". Esta é a questão que nos acompanha durante todo o livro e é aquela a que o leitor dedica grande parte da sua atenção. Como justificar o ato de Raskólnikov? Insanidade e miséria aliadas a uma mente perspicaz e a uma certa dose de amor próprio, parecem ter sido os seus motivos. Para além disso, a humilhação sentida pela sua pobreza, o abandono dos estudos por motivos financeiros e a sua tendência para evitar o contacto com a sociedade em geral, levam a que Raskólnikov entre numa espiral de delírios e alucinações que culminam no assassinato de duas mulheres. O próprio admite que não era por uma questão de dinheiro - o pouco que roubou, escondeu e nunca mais lhe tocou -, como mais tarde admite; foi apenas o simples facto de algo o seu código moral lhe conferir uma certa superiodade face às outras pessoas e lhe permitir a prática de um ato tão vil.

Claro que ao longo de toda esta obra Raskólnikov vai processando o que fez e as suas reações vão sofrendo algumas alterações, mas há duas personagens que se mostram essenciais  para o seu desenvolvimento e são elas Sónia, uma jovem prostituta, e Porfiri Petróvitch, juiz de instrução que investiga o duplo homicídio. Devo confessar que os meus momentos preferidos foram, precisamente, os diálogos e despiques entre este juiz e Raskólnikov. Gostei bastante de ver como cada um tentava perceber o que é o que o outro sabia e como tentavam antecipar os passos um do outro. Quanto a Sónia, apesar de ter percebido o quão fundamental foi Raskólnikov, não fiquei particularmente impressionada com ela. Havia algo nela que simplesmente que não me agradou e por isso a sua presença na história pareceu-me apenas tolerável. Por fim, como última personagem a merecer destaque aponto Razumíkhin.  A sua inocencia e credulidade, assim como a forma como se apaixonou pela irmã de Raskólnikov, acabou por dar a sua graça a toda a esta história.

Aponto, no entanto, como ponto negativo deste livro o facto de os nomes serem parecidos e de algumas personagens serem tratadas de diferentes formas, o que fez com a história ficasse meio confusa. O que vale é que no início do livro havia uma lista com todos os nomes e personagens, o que sempre foi uma excelente ajuda.

Em geral, gostei bastante deste livro e da forma como acabei por me deixar envolver por toda esta história. Apesar de reconhecer que pode não ter um estilo que agrade a toda a gente, especialmente por ser muito dado a descrições e de os diálogos nem sempre serem muito frequentes, penso que este é, sem dúvida, um clássico incontornável, principalmente para os fãs de literatura russa. No entanto, e no que diz respeito à obra de Dostoievksi, não creio que esta seja a melhor escolha para primeira leitura. 

A minha classificação deste livro é 4,5 estrelas. Apesar de considerar que é excelente e que tem uma história intensa, que nos leva a reflectir sobre muita coisa e de, em geral, ter gostado bastante desta leitura, confesso que não correspondeu totalmente às minhas expetativas e daí não dar as 5 estrelas.
 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafios 5 a 7

Desafio 5: Que imagem escolherias para uma capa alternativa do livro que estás a ler (sugerido pela Cláudia Oliveira).

Honestamente, penso que escolheria a capa do Penguin Classics. Tem ar um meio arrepiante e penso que, de certa forma, isso condiz com a própria história de Crime e Castigo. O acto de Raskólnikov é verdadeiramente arrepiante, assim como a forma como o justifica ...


Desafio 6: De que país é o autor do livro que estás a ler? É a primeira vez que lês um livro de um autor com essa nacionalidade? Se não, deixa algumas recomendações de bons livros desse país ou os últimos livros que gostaste desse país?

Dostoievski é um dos escritores clássicos da literatura russa e este não é o primeiro livro que leio deste autor. Um dos livros que recomendaria é O Jogador, também dele. Para além disso, também já li Doutor Jivago de Boris Pasternak. Não achei que fosse um livro extraordinário, mas para quem gosta de literatura russa, penso que é incontornável.




Desafio 7: Mostra-nos 3 livros de 3 países diferentes de um só continente que gostarias de ler/comprar. 

Continente: América (Norte e Sul)  - eu sei que isto é fazer alguma batota, mas não resisti ;)


  •  Chroniques de Jerusalem de Guy Delisie: crónica de viagem de um escritor canadiense contada em banda desenhada.
  • Ready Player One de Ernest Cline: livro super badalado no Youtube e que me tem despertado muita curiosidade. O autor é norte-americano.
  • El Testigo Invisible de Carmen Posadas: a autora nasceu no Uruguai e este livro falá-nos da família Romanov e no seu assassinato.
 Boas leituras e até ao próximo post :)

sábado, 22 de fevereiro de 2014

La Ciudad Ausente de Ricardo Piglia

Sinopse:

Junior es un periodista que investiga la máquina de Macedonio, un artefacto que empezó traduciendo relatos y acabó produciendo una obra autónoma. Ahora ha escapado a todo control y permanece bajo custodia del Museo, mientras el poder totalitario y la resistencia luchan por validar o convertir en apócrifas las producciones de la autómata. Quizá la verdad sobre su origen esconde en una historia de amor eterno, de cuyo hila tirará Junior hasta llegar a una isla extraña.


A Minha Opinião:

La Ciudad Ausente foi uma leitura com algumas surpresas. Pensava, muito sinceramente, que seria uma leitura relativamente rápida e apesar de já estar alertada para o facto de não ser um livro leve, não pensei que fosse tão complexo.

Com base na premissa, pensei que o livro seria uma mistura de policial com investigação jornalística, mas depois de lê-lo vejo que tal consideração acaba por ser algo redutora e que de forma alguma caracteriza o livro na sua plenitude. La Ciudad Ausente é muito mais do que isso. É uma história complexa que nos fala da relevância da linguagem e dos seus efeitos, que lida com a perda de alguém querido, abordando ainda a política e a forma como os governantes tentam passar a sua ideologia.

Para além disso, não é livro que se encontre orientado para o desenvolvimento das suas personagens. Estas são meros veículos através dos quais a história é contada, encontrando-se assim relegadas para um segundo plano. Aliás, tal é particularmente evidente na própria forma como são introduzidas e desenvolvidas na história. Junior, apesar de ser a personagem principal, acaba por ter pouco protagonismo e facilmente cede a sua posição a outras personagens ou a outras histórias. E mesmo quanto às outras personagens que vamos conhecendo ao longo do livro, ficamos sempre com a sensação que sabemos muito pouco sobre elas e que os que nos é dado a conhecer parece quase baseado em lendas ou que são meras teorias que procuram preencher as lacunas das suas biografias. Tudo isto acaba por criar um certo mistério à sua volta e leva-nos, inclusivamente, a questionar o que poderá ser real ou uma mera ilusão.

Finalmente, o próprio facto de no livro haver um grande cruzamento entre várias histórias levou-me a questionar, em certos momentos, o que era real e o que era fruto de uma divagação ou de um delírio de uma das personagens. Por um lado era interessante, na medida em que mesmo os momentos mais delirantes contribuíam para o desenvolvimento da história, mas por outro também fez com que o livro se tornasse um pouco confuso ... No entanto, gostei da inclusão de algumas das histórias criadas pela máquina de Macedonio, especialmente porque a mensagem inerente a cada uma delas era bastante forte.

Em suma, uma leitura interessante mas densa e apesar de ser um livro interessante e de reconhecer a sua qualidade, dou-lhe apenas 3 estrelas. Achei-o demasiado confuso em alguns momentos e pouco conclusivo. Fiquei com a sensação que pouco se resolveu quanto ao mistério da máquina de Macedonio e que toda a história parecia quase uma lenda ...



Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 4



Desafio 4: Que estás a achar do livro que estás a ler? Que palavra, na língua do autor, usarías para descrever o livro?

Bom, neste momento só me resta mesmo Crime e Castigo, livro que já estou quase a terminar e que tem sido uma leitura mais envolvente do que inicialmente esperava. Penso que levanta questões que levanta são bastantes interessantes e que levam qualquer um a pensar sobre elas, característica que gosto de encontrar nos livros que leio.

Quanto a uma palavra que descreva o livro претендент (pretendent) que significa desafiador (ou pelo menos espero que signifique lol) e escolho esta palavra por dois motivos: em primeiro lugar porque penso que, em si, a leitura deste livro constitui um verdadeiro desafio. Não é muito fácil entrar na história e as descrições e divagações de Raskólnikov podem não apelar a toda a gente. Pessoalmente gosto, mas reconheço que não é algo de que toda a gente goste. Para além disso, considero que este livro é desafiador pelas questões que suscita.

Boas leituras e até ao próximo post :)


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Maratona Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 3




Desafio 3: Que personagem serias do livro que estás a ler ou que já leste para a maratona?

Neste momento tenho dois livros pendentes, Crime e Castigo e La Ciudad Ausente. Apesar de estar a gostar bastante do primeiro, não existe nenhuma personagem com a qual me identifique, apesar de gostar dos dilemas de Raskólnikov.

Identifico-me mais com Junior de La Ciudad Ausente. Ele é jornalista e é daquelas pessoas que não descansa enquanto não conseguir perceber ou resolver as pistas que lhe dão ou as histórias que está a investigar e eu acabo por ser um pouco assim. Sou uma pessoa bastante curiosa e assim que vejo algo que me desperte interesse, tento saber tudo o que posso sobre esse assunto e não descanso enquanto não me sentir plenamente satisfeita. Por isso a ter de escolher uma personagem, escolho Junior.

Boas leituras e até ao próximo post :)

TAG: Top 10 Livros Marcantes




E hoje trago mais uma TAG. Desta vez, o objetivo é identificar os 10 livros que mais me marcaram e a ideia é que os escolha sem ponderar muito. Note-se que podemos indicar livros de ficção como de não ficção.

Esta TAG foi-me passada pela Jojo (muito obrigada!) e como gostei da desafio, resolvi dexar aqui as minhas respostas.

1 - O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas
2 - Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban de J. K. Rowling
3 - Os Crimes do ABC de Agatha Christie
4 - Heidegger e um Hipopótamo Chegam Às Portas do Paraíso de Thomas Cathcart e Daniel Klein
5 - A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak
6 - A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Záfon
7 - A Clínica da Amnésia de James Scudamore
8 - Uma Viagem ao Tempo dos Castelos Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
9 - O Leitor de Bernhard Schlink
10 - 1984 de George Orwell

E vocês? Que livros é que vos marcaram?

Boas leituras e até ao próximo post :)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Maratonas Literária Viagens (In)Esperadas: Desafio 2

Desafio 2: De que país é o autor do livro que estás a ler? Gostarias de visitar esse país? Qual a principal atracção/monumento/cidade que gostarias de conhecer?

Neste momento estou a dedicar-me a La Ciudad Ausente de Ricardo Piglia, livro cuja acção decorre em Buenos Aires, Argentina. Honestamente, nunca pensei muito na Argentina como um destino de sonho ou onde fizesse muita questão de ir, talvez porque são poucos os países Sul Americanos que me atraiem. No entanto, se surgisse a oportunidade não me importaria de me perder uma semanita por Buenos Aires ;)

 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cinder de Marissa Meyer

Sinopse

Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica de Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual.

Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de «um caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender.

Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribui-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações clínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar.

A Minha Opinião

Cinder é um daqueles livros de que toda a gente fala, especialmente na comunidade de Booktubers, e que já há algum tempo despertava a minha curiosidade. Verdade seja dita, uma versão moderna da história da Cinderela ambientada numa Beijing futurista e que envolve cyborgs é daquelas combinações que de início podemos estranhar, mas que nos atraiem e que nos levam a pegar neste livro com algumas expectativas.

Confesso que não sabia muito bem o que esperar deste livro. O conceito parecia bastante interessante e invulgar, mas tinha algum receio de que a autora não tivesse conseguido concretizar esta ideia da melhor forma. Convenhamos, havia muita coisa que podia falhar! Felizmente, não foi esse o caso e Cinder acabou por se revelar uma leitura bastante agradável.
A ideia da história é bastante curiosa e cativante. É completamente inesperado colocar Cinderela (neste caso Cinder) num ambiente tão diferente da história original, mas penso que a autora fez um excelente trabalho. Era impossível não criar paralelismos com o que conhecía da história original, mas também não fiquei com a sensação que de era completamente despropositado ou inverosímil colocar Cinder neste novo ambiente. Fiquei, aliás, com a ideia de que a autora conseguiu criar uma harmonia interessante entre os elementos do ambiente original e os de Nova Beijing.
No entanto, há que reconhecer que existiam algumas falhas. Penso que a autora deixou no ar demasiadas questões, nomedamente quanto ao surgimento do povo dos Lunares e quanto ao que tinha originado o conflito com este povo, assim como também não ficou claro o porquê de tanto preconceito contra os cyborgs. Fiquei com a sensação de que a história estava inacabada e penso que isso acabou por comprometer as bases deste novo mundo, o que, em última instância, fez com que não ficasse completamente rendida à história.

Relativamente às personagens, devo admitir que não fiquei particularmente fascinada com Cinder. Achei-lhe alguma piada e gostei do facto de a sua história estar tão fiél ao original. No entanto, enquadrava-se no típico cliché da protagonista dos livros de YA e a sua história acabava por ser demasiado previsível; uma rapariga discreta, oprimida pela madrasta (uma personagem verdadeiramente desagradável e odiosa) que, no entanto, possuía uma conjunto de características que a tornavam única. Contudo, acho que era inevitável não cair neste padrão, especialmente porque Cinder não deixa de ser um conto de fadas, estilo que, geralmente, também entra neste tipo de clichés.

As minhas personagens preferidas foram, sem dúvida, Kai e Iko. O primeiro porque tinha ideias muito próprias, era bastante fiél ao seus princípios e porque, ao fim e ao cabo, sabia atribuir prioridades e tinha consciencia que, enquanto governante, havia que colocar o interesse e bem-estar do seu povo em primeiro lugar. Já Iko era verdadeiramente adorável. Não pude evitar alguns sorrisos nos momentos protagonizados por esta personagem e gostei bastante da sua amizade com Cinder e do facto de ser tão protectora em relação a ela.

Finalmente, devo ainda acrescentar que, apesar de se um livro que se lê bastante bem e que nos cativa desde o princípio, houve momento em que desliguei um pouco e que li sem prestar grande atenção. Havia alguns detalhes relacionados com mecânica e com robots/cyborgs que me passaram ao lado e nesses momentos confesso que li simplesmente por ler e porque tinha de avançar para o próximo capítulo ...

Em geral, uma distopia diferente que nos leva a ver um clássico infantil de uma outra forma, em que nem tudo é cor de rosa e com um final feliz. O cruzamento entre o típico conto de fadas com as distopias de YA resulta bastante bem em Cinder e, apesar de ser uma história com algumas falhas, recomendo a leitura deste livro.

Classificação: 3 estrelas

Maratona Literária VIagens (In)esperadas + Desafio 1



Entre os dias 18 e 23 de Fevereiro terá lugar mais uma maratona literária promovida pela Catarina e pela Silvana, dos blogs Sonhar de Olhos Abertos e Por Detrás das Palavras, respectivamente. Desta vez tem como tema "um autor, um país" e o objectivo é, essencialmente,  ler livros de autores de diferentes países.

Como não sei se consigo ler muito durante estes próximos dias, decidi dedicar esta maratona a livros que quero terminar durante esta semana e são eles La Ciudad Ausente de Ricardo Piglia e Crime e Castigo de Dostoievksi. A única excepção a esta regra (pelo menos para já) é o conto Glitches de Marissa Meyer, escrito como um complemento à história de Cinder. 

Uma vez que o primeiro desafio consiste em deixar uma fotografia ou imagens dos livros que queremos ler, deixo já aqui as correspondentes aos meus planos.


 

Até ao próximo post e boas leituras :)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

#Friday Reads (23)

E mais uma semana chega ao fim. Eu sei que esta semana o blog tem andado meio parado, mas como estou a meio de leituras conjuntas, ainda não tive a oportunidade de acabar um livro para publicar uma review.

O programa das festas para este fim-de-semana passa essencialmente por continuar Cinder e ler La Ciudad Ausente de Ricardo Piglia. Comecei este livro hoje mas como tem apenas 150 páginas penso que conseguirei lê-lo rapidamente. Deixo aqui a sinopse para que possam ficar a conhecer esta história:

Junior es un periodista que investiga la máquina de Macedonio, un artefacto que empezó traduciendo relatos y acabó produciendo una obra autónoma. Ahora ha escapado a todo control y permanece bajo custodia del Museo, mientras el poder totalitario y la resistencia luchan por validar o convertir en apócrifas las producciones de la autómata. Quizá la verdad sobre su origen esconde en una historia de amor eterno, de cuyo hila tirará Junior hasta llegar a una isla extraña.

Bom fim-de-semana e boas leituras ;)


Febre dos Livros

Eu gosto bastante dos vídeos dos Booktubers e acompanho vários religiosamente. O conteúdo dos seus canais é variado e penso que é uma excelente forma de conhecer as novidades do mundo literário e saber o que as pessoas pensam em relação a alguns dos livros que quero ler. No entanto, devo admitir que os book hauls são, sem dúvida, dos meus vídeos favoritos.

Enquanto apaixonada pela leitura e pelos livros, percebo perfeitamente a sensação de ter na mão um livro novo e de estar em pulgas para começar a lê-lo. É uma sensação que se torna viciante e que me leva a comprar mais livros, algo que justifico dizendo que é um investimento na minha cultura, que adoro ler e que livros nunca são demais. No entanto, orgulho-me de ser controlada e de não estar sempre a comprar livros quando tenho mais de 20 à minha espera na estante.

É precisamente essa sensação, esse "vício", que transparece nos book hauls dos Booktubers e essa é uma das coisas que me atrai nesse tipo de vídeos. No entanto, não deixo de ficar surpreendida com alguns dos exageros que vejo. A quantidade de livros que são comprados para ficarem parados numa estante durante meses (por vezes, até mesmo anos) é impressionante, especialmente quando uma boa parte é comprada apenas pela sua capa ou porque são continuações de séries que a pessoa ainda nem começou a ler mas, como tinha o primeiro, acabou por comprar os seguintes (justificando sempre que assim poderá ler tudo de seguida). E é precisamente quando vejo este tipo de coisas que me pergunto se isto já não é ir para além do gosto pela leitura e pelos livros e se não será já um verdadeiro descontrolo. Qual é que é a necessidade de entupir as estantes com livros que apenas iremos ler dali a muito tempo (isto quando chegam a ser lidos) e criar uma pilha de livros a ler que ultrapassa largamente uma centena? 

Apesar de também gostar de ter as minhas estantes compostinhas, gosto mais de pensar que, pelo menos, já li grande parte dos livros que lá estão e que conseguirei chegar rapidamente aos que ainda se encontram por ler. Para além disso, não gosto de comprar livros novos quando ainda tenho outros à minha espera nas estantes porque, muito sinceramente, parece-me um investimento desnecessário. O livro continuará disponível na livraria dali a X meses e por isso não há qualquer urgência em comprá-lo naquele preciso momento e, muito sinceramente, acho que isso até me tem ajudado, porque pensar desta forma faz de mim uma pessoa mais ponderada e faz com que pense melhor no que valerá realmente a pena adquirir ou não. Não vejo a necessidade - ou até mesmo a piada - em continuar a acumular livros que apenas irei ler dali a muito tempo e, para além disso, não me parece que agir dessa forma seja a maneira mais inteligente de gerir o nosso dinheiro ... Gosto de comprar livros, mas prefiro fazê-lo de uma forma mais comedida,  sabendo que dessa forma consigo dar conta do recado e que não acumulo demasiados na minha estante.

Obviamente que isto é uma questão muito pessoal e que cada um tem os seus hábitos e as suas opiniões em relação a este assunto, mas não pude deixar de fazer este pequeno comentário. 

E vocês, o que pensam sobre o assunto? Acham que há limites ou que, no que diz respeito aos livros, devemos deixar-nos levar e aproveitar todas as oportunidades que temos para completar a nossa colecção e alimentar o nosso vício?


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

As Minhas Músicas (6)

Simplesmente porque é uma das minhas bandas preferidas.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Conversas de Facebook

Encontrei esta pequena maravilha e decidi partilhá-la aqui convosco


Fonte:Write drunk. Edit sober.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

#Friday Reads (22)

Vou dedicar este fim de semana às leituras conjuntas.

Desde logo, quero avançar Crime e Castigo de Dostoievski que estou a ler com a Catarina do Sonhar de Olhos Abertos. Estou neste momento na página 100 e até agora estou a achar a história muito interessante :)

Para além disso, quero ainda ler mais um terço do livro Cinder de Marissa Meyer, para a leitura conjunta em que estou a participar com outras meninas, nomeadamente com a Cata do blog Páginas Encadernadas. Deixo aqui a sinopse do livro:

Humans and androids crowd the raucous streets of New Beijing. A deadly plague ravages the population. From space, a ruthless lunar people watch, waiting to make their move. No one knows that Earth’s fate hinges on one girl.

Cinder, a gifted mechanic, is a cyborg. She’s a second-class citizen with a mysterious past, reviled by her stepmother and blamed for her stepsister’s illness. But when her life becomes intertwined with the handsome Prince Kai’s, she suddenly finds herself at the center of an intergalactic struggle, and a forbidden attraction. Caught between duty and freedom, loyalty and betrayal, she must uncover secrets about her past in order to protect her world’s future.

Até agora li apenas um terço do livro e apenas posso dizer que conceito me parece interessante e que me está a despertar uma grande curiosidade em relação ao resto da história. 

Boas leituras :)


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TAG: O Livrofone


E mais uma TAG, desta vez traduzida para português pelo José e que me pareceu muito engraçada.
1. Chamada perdida: um livro que não conseguiste acabar de ler.
Intriga em Badgade de Agatha Christie. Único livro da autora que não consegui terminar, apesar das diversas tentativas.

2. Chamada a três: a personagem que mais te fez rir, aquela que mais odeias e aquela que adoras.
Fermín de A Sombra do Vento foi, sem dúvida, a personagem que mais me fez rir. Destesto Bella Swan e Edward Cullen (Twilight) de forma igual, nem sequer dá para escolher entre um deles. Quanto à que adoro, Tyrion Lanister (Guerra dos Tronos)! Uma das melhores personagens de sempre! 

3. Facturas: o preço mais caro que já pagaste por um livro.
Hm penso que andou entre os €22 e os €25 euros. Não indico um livro em particular porque cheguei a comprar mais do que um por esses preços.

4. Interferências: um livro no qual fizeste uma pausa e ao qual voltaste passado algum tempo.
Shining de Stephen King. Fiz uma primeira tentativa quando era mais novinha e na altura não consegui ir para além das 70 páginas. Da segunda vez que lhe peguei, devorei-o e adorei-o!

5. Voice Mail: um livro com frases que estás sempre a dizer.
Hm por acaso não sou muito de citar livros, mas há algumas frases de alguns livros de Agatha Christie que sei e que de vez em quando digo.

6. Toque de chamada: um livro que gostarias de ler e reler várias vezes.
Como penso que aqui a resposta mais comum será Harry Potter, vou responder The Perks of Being a Wallflower. Na verdade, depois de o ter lido da primeira vez, fiquei logo com imensa vontade de relê-lo; o mesmo aconteceu depois de ter visto o filme.

7. Sem rede: um livro que demoraste muito a conseguir.
O Paraíso das Damas de Émile Zola. Queria uma edição em português, mas durante algum tempo não houve nenhuma no mercado.

8. Videochamada: uma personagem que gostavas que existisse.
Hans Hubermann de A Rapariga que Roubava Livros, pelo simples facto de achar que são precisas mais pessoas como ele neste mundo.

9. Smartphone: livro físico ou ebook?
Apesar de ter tablet e de a usar para ler de vez em quando, prefiro o livro físico.

10. Número não disponível: um livro que estás reticente em ler mas que todos já leram.
The Fault in Our Stars de John Green. Apesar de encontrar cada vez mais pessoas que dizem que o livro não é particularmente extraordinário, a maioria das reviews que tenho lido são bastantes positivas e, muito sinceramente, tenho receio de não perceber porque e de achar que simplesmente é sobrevalorizado.
Boas leituras e até ao próximo post :)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

As Minhas Músicas (5)


 Voz fantástica e uma música que não me deixa indiferente. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tag: Livros Opostos

Andava eu a passear alegremente pelos blogs e Youtube quando me deparei com uma TAG que me pareceu engraçada. É a TAG dos Livros Opostos (vídeo original aqui), cujo objetivo é escolher livros da nossa estante que se oponham, de acordo com determinadas categorias. A ideia pareceu-me bastante engraçada e decidi fazê-la aqui no blog.

1 - Primeiro vs Último

 
Indicar o primeiro e o último livro que comprámos com o nosso dinheiro. Foi díficil identificar a minha primeira compra, mas estou segura de que este livro de Agatha Christie foi dos primeiros. Já Cinder, de Marissa Meyer, foi a minha aquisição mais recente.

2 - Barato vs Caro

 
Paguei apenas €1,5 (na verdade, acho que ainda foi menos uns cêntimos porque tive desconto) por Gente Vazia de Brian Keaney, mas, em contrapartida, paguei cerca de €22 por El Juego Del Ángel de Carlos Ruiz Zafón.

3 - Rapaz vs Rapariga


The Maze Runner destaca-se como um dos livros da minha estante em que o protagonista é um rapaz. Já em A Great and a Terrible Beauty, a protagonista é Gemma Doyle, uma adolescente da época vitoriana.

4 - Rápido vs Lento


Não foi por acaso que escolhi dois autores russos para esta categoria. O Jogador foi o primeiro livro de Dostoievski que li e adorei-o. Comecei a lê-lo numa bela tarde de Verão e quando mal dei por mim, estava a umas míseras 20 páginas do final. Resolvi deixá-las para o dia seguinte e por isso demorei apenas 2 dias a lê-lo. Já Doutor Jivago foi uma aventura.Não só não fiquei particularmente fascinada com história, como achei que a narrativa era demasiado arrastada e algo insípida. Não me lembro ao certo quanto tempo demorei a lê-lo, mas penso que foi cerca de 1 mês.

5 - Feio vs Bonito


Duelo de capas. Mais uma vez volto a destacar a capa de O Exorcista como a mais feia da minha coleção. Já a The Hobbit é das minhas preferidas e das mais bonitas da minha estante. Adoro-a e quando a vi este livrinho na FNAC nem pensei duas vezes, tive de trazê-lo comigo!

6 - Nacional vs Estrangeiro 


Apesar de ter outros livros de autores portugueses na minha estante, resolvi destacar O Funeral da Nossa Mãe de Célia Correia Loureiro, por ter sido uma autora que descobri através do Goodreads. Já de autores estrangeiros destaco Stephen King, cuja obra estou ainda a descobrir aos poucos.

7 - Curto vs Longo


Scarlett (sequela de E Tudo o Vento Levou), com as suas 957 páginas, parece um verdadeiro colosso ao lado de La Mécanique du Coeur de Mathias Malzieu, que conta com apenas 177 páginas.

8 - Ficção vs Não Ficção

   
Resolvi juntar estes dois livros pela temática comum, a morte. Heidegger e um Hipopótamo às Portas do Paraíso é um divertido livro de filosofia que aborda este tema de uma maneira bastante interessante, falando das várias teorias filosóficas que se dedicaram a este tema. Crónica de una Muerte Anunciada fascinou-me pela forma como relatou os eventos que culminaram na trágica morte de Santiago Nasar.

9 - Ação vs Romance


Um dos livros de maior ação que tenho na minha estante é, sem dúvida, Battle Royale de Koushun Takami. Gostei bastante deste livro, possivelmente até mais do que The Hunger Games. Já Perfect Chemistry é, possivelmente, dos livros mais lamechas que tenho. Não é dos livros que mais goste mas penso que se encaixa muito bem nesta categoria.

10 - Feliz vs Triste


Finalmente, tínhamos que indicar um livro que nos tivesse deixado feliz e outro que, por alguma razão, tivessemos considerado mais triste. Anna and The French Kiss foi, sem dúvida, um livro que me fez sorrir várias vezes, não só porque tem uma história e personagens fofinhas, mas também porque me parece ser um dos tipícos feel good books. Apesar de A Rapariga que Roubava Livros ser um dos meus livros preferídos e de a sua história ser fantástica, não posso deixar de reconhecer que é também incrivelmente triste e que não pude controlar as lágrimas em certos momentos. No entanto, é um livro excelente e que vale a pena ler!

Espero que tenham gostado :) 

Até ao próximo post e bos leituras :)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Balanço Leituras: Janeiro

Findo o primeiro mês de 2014, chega a altura de fazer o balanço das minhas leituras.

Em Janeiro li um total de 12 livros, dois dos quais transitaram de Dezembro.




  • O Despertar da Magia de George R. R. Martin: 4º volume da série e que, em minha opinião, foi um pouco melhor que o 3º. Comecei a ler este livro na última semana de Dezembro mas apenas consegui terminá-lo no início deste mês. Review aqui.
  • The Next America de Don A. Holbrook: livro interessante que propõe uma série de medidas que poderiam auxiliar os EUA na sua recuperação económica após a crise económica de 2008. Algumas das medidas poderiam ser aplicadas a outros estados, ainda que com as devidas adaptações. No entanto, penso que a grande falha deste livro era considerar que os EUA deveria ser um modelo a seguir em tudo, algo que discordo. Também foi um dos livros que iniciei em Dezembro mas que apenas consegui terminar no início de Janeiro.

  • Death Note de Tsugumi Ohba (últimos 6 volumes): uma das minhas resoluções para 2014 era terminar esta saga e por isso reservei uns dias de Janeiro para ler os últimos 6 volumes. Review aqui.

  • The Trail de Terry Dwyer: relato da viagem empreendida pelo autor nos anos 70 cujo objetivo era ir desde a Austrália até à Europa por terra. No geral é um livro com algum interesse mas que está longe de ser brilhante (ou de estar bem escrito).
  • A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo: podem ler a minha review deste livro aqui
  • Os Mágicos de Lev Grossman: sem dúvida a desilusão do mês. Review aqui.
  • Marina de Carlos Ruiz Záfon: livro que li no início do mês. Review aqui.
Relativamente aos desafios literários a que aderi este ano, eis o meu progresso:
  • Desafio 5x5: completei dois objetivos. Terminei a saga Death Note, contribuindo assim para a categoria das sequelas e li Os Mágicos de Lev Grossman, autor que integrava a minha lista de 5 novos autores.
  • Desafio A a Z: para este desafio li quatro livros, sendo eles Marina, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, Os Mágicos e os volumes de Death Note.
  • Mount TBR: li dois livros para este desafio e foram eles Os Mágicos e o segundo volume da trilogia Millenium criada por Stieg Larsson. 
No geral foi um mês bastante positivo e que superou largamente as minhas expetativas, não só pelos livros lidos, como pelos avanços a nível dos desafios literários.

Boas leituras e até ao próximo post :)


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Os Mágicos de Lev Grossman

Sinopse

Quentin Coldwater, um aluno do liceu intelectualmente precoce, foge ao tédio da vida diária lendo e relendo uma série de livros de fantasia passados num país encantado chamado Fillory. Como toda a gente, o jovem parte do princípio de que a magia não é real, até que se vê de repente admitido num colégio de magia muito secreto e muito exclusivo, a norte de Nova Iorque. Ao atravessar uma viela de Brooklyn, no Inverno, Quentin vê-se, em pleno fim de Verão, nos terrenos do idílico Colégio de Pedagogia Mágica de Brakebills e depois de passar por um difícil exame de admissão, inicia um complicado e rigoroso curso de feitiçaria moderna, ao mesmo tempo que descobre as alegrias da vida escolar: amizade, amor, sexo e bebida. Porém, falta-lhe qualquer coisa. Ao mesmo tempo que aprende a lançar feitiços, a transformar-se em animal e a adquirir poderes com que nunca sonhara, Quentin descobre que a magia não lhe dá a felicidade e a aventura com que sonhava.

A Minha Opinião

Pensava, talvez ingenuamente, que enquanto fã de Harry Potter, Os Mágicos seria o livro ideal para mim. As semelhanças estavam lá - rapaz insatisfeito com o mundo real que é aceite para uma escola de magia (é-vos familiar?) - e a inclusão de alguns elementos que tornavam, aparentemente, a história mais adulta, aliciou-me bastante. No entanto, e tal como explicarei ao longo desta review, fiquei desapontada (e um pouco irritada) com este livro.

Começando pelos aspetos positivos. O livro encontra-se dividido em 4 partes e a primeira é, sem dúvida, a melhor. Durante esta fase, Quentin inicia a sua formação mágica em Brakebills e temos a oportunidade de acompanhá-lo nas suas aulas e no seu dia a dia com os seus colegas (algo excêntricos, devo admitir). Foi a parte que mais se aproximou da magia que existia em Harry Potter. Era impossível não associar ao ambiente e ritmo de Hogwarts e o grupo de amigos - Quentin, Alice, Elliot, Janet e Josh - fez-me lembrar, em certos momentos, Harry, Ron e Hermione.

No entanto, mesmo em relação a esta fase da história, tenho de apontar alguns defeitos. No início ainda percebi a permanente insatisfação de Quentin e a sua necessidade de sair da rotina a que a sua vida se encontrava presa. No entanto, em Brakebills, essa atitude mantém-se, mesmo quando exposto a coisas que, na realidade, deveriam tirá-lo desse estado de espírito. No entanto, se este fosse o único problema a registar, eu até teria conseguido apreciar o resto da história. O pior é que também os amigos de Quentin padeciam do mesmo mal, mostrando-se especialmente apologistas do método de afogar as mágoas (acho que nem sequer se deva falar em mágoas, mas enfim) com todo o tipo de álcool a que conseguissem deitar as mãos. A história chegou a um ponto em que se centrava mais no tipo de vinho que estavam a beber do que propriamente nas aulas ou no que estavam a estudar. 

Infelizmente, esta tendência continuou depois na segunda parte. Aqui as personagens já não se limitavam a consumir quantidades desmesuradas de álcool, optando por também experimentar todo o tipo de drogas a que tinham acesso. Resultado: um grupo de adultos irritantes que se comportavam como fedelhos mimados e que achavam que tudo era permitido, dado que essa é que era a verdadeira forma de aproveitar a vida. 

O único sinal de recuperação da história surgiu com a sua ida a Fillory (já na terceira parte do livro). Nesta altura já estava farta das imbecilidades das personagens, mas ainda assim consegui achar alguma piada à sua aventura. No entanto, penso que apesar dos elementos mais fantasiosos, a história não conseguiu prender a minha atenção e ficou longe de me encantar. Para além disso, achei que nesta fase o cruzamento de mundos acabou por ser um pouco confusa em certos momentos e muito pouco apelativa.

Penso, muito sinceramente, que a última parte foi aquela em que deixei de estar tão irritada com Quentin (apesar de ele continuar insatisfeito com a sua vida). Parecia ter amadurecido um pouco e não estar tão preso a infantilidades, tal como tinha acontecido durante praticamente toda a história. 

No geral, este livro foi uma desilusão. Penso que quem pega nesta história pensando que é uma espécie de continuação da magia de Harry Potter, mas agora num contexto mais adulto, ficará igualmente desiludido. É, essencialmente, uma história de pessoas imaturas, que bebem demasiado e que passam maior parte do tempo alcoolizados ou ressacados e que pensam que têm o direito de agir como lhes apetece, simplesmente porque são mágicos e porque não têm que lidar com preocupações mundanas como dinheiro. Para além disso, Quentin é, possivelmente, a personagem mais irritante que alguma vez encontrei num livro, fosse pela sua permanente insatisfação com o mundo, pelas suas crises existenciais ou pelo simples facto de ser um egocêntrico que apenas pensava em sí e que ignorava por completo os sentimentos dos que o rodeavam.

Em suma, um livro que dificilmente recomendo. Dou-lhe 2,5 estrelas pelo simples facto de ter gostado da parte de Brakebills, porque de outra forma daria menos.