quarta-feira, 12 de março de 2014

The Constant Princess de Philippa Gregory

Sinopse:

Splendid and sumptuous historical novel from this internationally bestselling author, telling of the early life of Katherine of Aragon. We think of her as the barren wife of a notorious king; but behind this legacy lies a fascinating story. Katherine of Aragon is born Catalina, the Spanish Infanta, to parents who are both rulers and warriors.

Aged four, she is betrothed to Arthur, Prince of Wales, and is raised to be Queen of England. She is never in doubt that it is her destiny to rule that far-off, wet, cold land. Her faith is tested when her prospective father-in-law greets her arrival in her new country with a great insult; Arthur seems little better than a boy; the food is strange and the customs coarse.

Slowly she adapts to the first Tudor court, and life as Arthur's wife grows ever more bearable. But when the studious young man dies, she is left to make her own future: how can she now be queen, and found a dynasty? Only by marrying Arthur's young brother, the sunny but spoilt Henry. His father and grandmother are against it; her powerful parents prove little use.

Yet Katherine is her mother's daughter and her fighting spirit is strong. She will do anything to achieve her aim; even if it means telling the greatest lie, and holding to it. Philippa Gregory proves yet again that behind the apparently familiar face of history lies an astonishing story: of women warriors influencing the future of Europe, of revered heroes making deep mistakes, and of an untold love story which changes the fate of a nation.

A Minha Opinião:

Esta foi uma dupla estreia: por um lado, porque foi o meu primeiro livro desta autora, por outro, porque, até ao momento, ainda não tinha lido nada relacionado com a dinastia Tudor. 

Foi uma leitura com os seus altos e baixos, não haja dúvida. Se por um lado a história parecia estar bem documentada e que nos dava um retrato realtivamente fiél da vida na corte durante os reinados de Henrique VII e Henrique VIII, creo que, em determinados aspetos, estava demasiado romanceado. Toda a história de amor entre Catalina e Arthur (o seu primeiro marido) pareceu-me demasiado mágica e pouco verísimil, especialmente se tivermos em conta a altura em que tudo isto se desenrolou. Foi a única parte que me fez duvidar um pouco da sua veracidade e que, muito sinceramente, parecia mais uma lenda do que algo baseado em qualquer documentação ou investigação histórica devidamente comprovada.

Para além disso, achei que a alternância na narrativa, passando da 3ª pessoa para a perspetiva pessoal de Catalina, também não foi sempre feliz. Por um lado, pareceu-me uma boa aposta da autora, uma vez que fazia sentido que tivessemos acesso aos pensamentos e divagações mais intimas de Catalina, não fosse ela o principal enfoque da história. Contudo, algumas das suas intervenções revelaram-se algo repetitivas e pouco cativantes, o que levou a que, em certos momentos, me limitasse a ler na diagonal para passar à próxima página.

Destaco ainda o facto de ser um livro pontuado por alguns elementos relacionados com estratégia militar e com a religião, algo que me pareceu bastante interessante, especialmente nos momentos em que se via o debate interno de Catalina e a forma como acabava por questionar aquilo que sempre assumiu como uma verdade absoluta. Aliás, o meu momento preferido do livro é precisamente aquele em que ela se vê forçada a consultar um médico Mouro, algo que ela a princípio rejeitava por ele não seguir os ensinamentos da fé cristã.

Já no que diz respeito às personagens, penso que Catalina e Henrique VIII são as que merecem maior destaque. Este último pela sua jovialidade e boa disposição, mas também pelo facto de parecer uma pessoa completamente desprendida, que apenas se preocupava com a sua diversão e com a sua obsessão por gerar um filho que desse continuação à dinastia Tudor. No entanto, achei interessante o retrato que foi feito ao longo da história porque apenas conhecia a parte dos diversos casamentos e da sua guerra com a Igreja Católica. Já Catalina destaca-se pela sua força e pelo seu engenho. Era uma pessoa bastante inteligente e determinada, caraterísticas que, muito provavelmente, tería herdado da sua mãe. Penso mesmo que acaba por ser impossível não admirar, ainda que um pouco, esta mulher. No entanto, houve momentos em que a achei demasiado obsecada com o objetivo de ser Rainha de Inglaterra levando mesmo a que o seu discurso se tornasse demasiado repetitivo

Uma leitura interessante mas que não aconselharia a quem procura algo rápido. No entanto, parece-me uma boa aposta, especialmente para quem gosta de ficção histórica e que se sinta especialmente curioso em relação às mulheres que fizeram parte da dinastia Tudor. 

Classificação: 3,5 estrelas.

3 comentários:

Jose disse...

Não me parece que vá voltar a Philippa Gregory tão cedo, mas gostei de ler a tua opinião :)

Ana Costa disse...

Obrigado :) Eu por acaso ainda gostaria de ler nem que fosse o livro seguinte, que se chama The Other Boleyn Girl (penso eu) mas também estou com algum receio de me fartar por parecer tudo muito igual.

Jose disse...

Esse é o que foi traduzido para Duas Irmãs, um Rei. Como já disse num outro post, foi o primeiro livro que li da autora e na altura gostei bastante, mas não sei se lê-lo agora seria uma experiência diferente...

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